Carta para Diego

Por Lyncon Pradella – Redação Arquibancada Tricolor

Ídolo. No dicionário a definição da palavra é a seguinte: “2. fig. pessoa ou coisa intensamente admirada, que é objeto de veneração”. Pessoa intensamente admirada. Este é você, Diego, um jogador venerado por sua garra dentro e fora de campo, por seu comprometimento não só com a instituição São Paulo, mas com quem mais sofre por ela, nós.

Por mais jovem que eu fosse, lembro muito bem do dia em que você vestiu Tricolor pela primeira vez. Apelidado de “zagueiro do presidente”, a desconfiança logo se transformou em segurança. Por mais que lhe faltasse técnica, não lhe faltava amor por aquilo que fazia. Dava a vida em campo. Cada derrota, uma dor, cada vitória, uma satisfação. Não importava o campeonato ou a situação, você estava lá, 101% focado em defender o vermelho, branco e preto. Fosse Gerrard ou fosse Zézinho, ninguém esticava uma bola na frente de você e passava ileso.

Talvez você realmente não perceba o porquê é tão admirado pela nossa torcida, Diego, por isso vou te explicar rapidinho. Você nos representa! Quando todo são-paulino canta teu nome, mesmo com você na reserva, é como se cada um estivesse cantando o próprio nome. Em um ano extremamente difícil para nós, o cântico “LU-GA-NO” tornou-se um refúgio. Procurávamos na sua imagem alguém em campo que estivesse tão puto, tão envergonhado, tão triste quanto nós. Te admiramos intensamente porque você representa o sonho de cada torcedor Tricolor que preenche as cadeiras do Morumbi: a de vestir o manto do São Paulo e suar sangue se for preciso para defender este clube. Não atoa a imagem que estampou as camisas da sua chegada foi justamente a que você aparece sangrando.



Diego, agora falo apenas por mim. Em um tempo onde a ligação torcedor/jogador fica cada vez mais escassa, foi uma honra torcer por você. Foi uma honra acompanhar sua carreira, seja aqui no São Paulo, seja na Turquia, no Uruguai, foi uma honra aprender sobre comprometimento a cada partida sua. Você, além de me dar alegria, me mostrou como enxergar a vida. Confesso que lágrimas caíram escrevendo esta carta, as mesmas quando você retornou ao Morumbi na despedida do M1TO. E hoje é a sua, DIO5. Obrigado por tudo, capitão. Que você seja feliz em seu próximo desafio!

Por fim, quero que você tenha certeza de uma coisa, Diego: seu nome será ecoado no Morumbi por toda a eternidade, assim como a do Telê. Os ídolos nunca são esquecidos por nós.


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