Me recuso a torcer por um São Paulo que tenha Robinho

Por Lyncon Pradella – Redação Arquibancada Tricolor

Na tarde desta segunda-feira, 8, estava vagando pelo Facebook quando tomei a equivocada ação de abrir os comentários de uma postagem que perguntava se Robinho, que desde sexta é especulado no São Paulo, teria vaga no time. Inúmeros torcedores, eu diria até que quase todos eles, não mencionaram o fato do atleta ter sido condenado por estupro pela justiça italiana, resumindo o debate apenas ao seu lado técnico e passado santista. Para piorar, os que lembraram o ocorrido fizeram coro para dizer que “não importa o que ele fez fora de campo, e sim que ainda tem bola para ajudar o São Paulo”. Sei que este discurso não se restringe apenas aos são-paulinos, mas hoje senti decepção em torcer para o mesmo clube que os homens que escreveram isso.

Decepção também sentida quando soube que a diretoria levou o nome a comissão técnica, que aprovou a possível negociação. No final do ano, defendi a permanência de Dorival Jr., acreditando que ele tem capacidade para montar um elenco bom para 2018. Muito me doeu, no entanto, ao descobrir que até mesmo o nosso técnico ignorou o caso extracampo de Robinho. Dorival não pensou nas torcedoras que também apoiaram a continuidade de seu trabalho para este ano. Não pensou nas mulheres que são próximas a ele. E não paro por aí. Até jornalistas, em sua grande maioria homens, ignoraram a condenação e discutiram a contratação de Robinho apenas por seu desempenho na última temporada. Lastimável. Fica ainda mais evidente como o esporte preferido dos brasileiros reflete a nossa sociedade. No futebol, um gol vale mais que uma vida.

Enfim, caso Robinho apareça no São Paulo, o clube perde um torcedor fanático que nunca deixou de apoiar e sempre esteve no Morumbi. Caso não venha, não desejo nenhuma sorte ao jogador.







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