Ainda podemos confiar em Éverton?

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Amigos Tricolores

Confesso que eu sempre esqueço que o ex-meia do Flamengo está no São Paulo. Só lembro quando leio algo em que citam o jogador. Recentemente ele esteve na mira do seu ex-time, o Flamengo, que mostrou interesse no meia. Eu aprovaria a sua volta, ao menos, ele renderia um bom dinheiro para um time que tem a dívida que o São Paulo tem.

Éverton não é nenhum garoto. Ele já tem 31 anos. Começou sua carreira no Paraná Clube, mas teve sua carreira marcada por empréstimos. Primeiro para o Flamengo, Depois, foi vendido ao Tigres UANL, do México, mas no período que ficou lá foi emprestado para o Botafogo, Suwon Samsung e Atlético Paranaense. Em 2014, finalmente o Flamengo o comprou junto ao time mexicano. Ele ficou na Gávea até 2018, quando após boas apresentações o São Paulo apostou e seu futebol. O tricolor contratou o meia por 3 anos, por 15 milhões de reais. Seu contrato vence em Junho de 2021, mas pode ser renovado por mais 1 ano, ou seja, provavelmente pagaremos um salário para um jogador “testar” os aparelhos de ginástica do clube, uma vez que ele fica muito mais no departamento médico do que em campo.

Começou bem

Sem dúvida o meia começou muito bem no São Paulo. Entre Junho e Agosto de 2018, mesmo com a parada da Copa, não teve um só tricolor que não se iludiu com Diego Souza, Everton, Nene e Reinaldo. Eles, por alguns jogos, fizeram muito a diferença em campo, mas depois veio a primeira lesão e nesses pouco mais de 2 anos, Éverton nunca mais jogou o que sabe, nunca mais pode ajudar o time e claro, perdeu espaço. Até na lateral esquerda ele pode ser testado, mas também não foi bem ali. Poderia ser uma alternativa ao limitado Reinaldo, mas isso não ocorreu.

Muitas lesões

Alguns jogadores de futebol acabam tendo a sua carreira manchada por causa de lesões. Eu não sou médico para dizer o motivo, mas há sempre espaço para pesquisar a formação do jogador ainda na base, as vezes, é ali que se identificam erros que prejudicam a musculatura do jogador o que pode explicar a quantidade de lesões. Nem lembro ao certo qual foi a mais graves das lesões que ele teve, afinal, foram várias, assim como, não me lembro o último jogo em que ele fez a diferença.

Não acredito que um time viva de apenas um jogador, afinal, futebol é coletivo, mas pela fama que veio, pelo salário que ganha e pelo dinheiro desembolsado pelo São Paulo para tirar o meia da Gávea, ao menos em alguns jogos ele deveria resolver, como, até onde me lembro o fez na volta da Copa do Mundo, contra o Flamengo no Maracanã. Muito pouco para um jogador que chegou com a fama e status de titular que ele chegou.

Tem espaço?

Mesmo longe das lesões, até a parada da Pandemia, Éverton não tinha conseguido cavar o seu espaço no time. Na teoria, ele deveria jogar no lugar de Vitor Bueno, que é um meia deslocado para a esquerda função que Éverton foi contratado para fazer.

As constantes contusões de Éverton, tiraram a confiança de todos nele, e arrisco a dizer, opinião minha, que o próprio meia perdeu a confiança em seu futebol, e para piorar a sua condição de titular, Vitor Bueno tem sido um importante pilar do time de Diniz, que ainda tem Toró como uma opção por aquele setor. Até Pato pode cair pelo lado esquerdo, deixando Pablo mais centralizado. Vale lembrar, que até Reinaldo jogou adiantado na ponta esquerda e fez boas apresentações.

Sendo muito honesto, acredito que o São Paulo deva vender o meia para algum time da Europa. Ele não tem espaço no Milan, Bayern, Manchester ou Liverpool, mas tem espaço em times menores ou até mesmo da 2ª divisão européia. Talvez, por lá, Éverton ache um tratamento que não o faça ter tantas lesões, volte a jogar um bom futebol e ganhe seu dinheiro, trabalhando.

Economia aos cofres tricolores

O São Paulo não precisa vender Éverton por 200 milhões de reais, até porque, nem conseguira, entretanto, como o Euro vale quase 5 Reais, é possível sonhar com um valor de 2 a 3 milhões de Euros, o que representaria pouco mais de 10 a 15 milhões de reais. Supondo que Raí consiga vender o meia por 3 milhões de Euros, 15 milhões de reais, além de ser um importante dinheiro para cobrir a dívida do time, há ainda a economia de salários. O São Paulo pagará 13 parcelas de aproximadamente 400 mil reais ao atleta, ou seja, 5,2 milhões de reais. Somada a venda, já seria uma economia de mais de 20 milhões de reais, que poder ser de até 25 milhões, pois o contrato do meia poderá, em Junho de 2021, ser renovado por mais um ano.

Não descartaria a venda do meia, essa economia e que ele tenha uma nova chance em outro time, pois no São Paulo, seu tempo passou, a torcida já entendeu que ele não é o que esperávamos e nunca será. Mais um negócio que parecia excelente, mas se transformou em um péssimo negócio, paciência, acontece, o histórico dele no Flamengo mostrava ser um bom negócio, diferente, por exemplo do outro Everton, o Everton Felipe que sempre foi ruim de bola, mas mesmo assim o trouxeram…


Felipe Morais. Publicitário, apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube. Sócio da FM Planejamento, Palestrante sobre marketing digital, comportamento de consumo e inovação. Autor dos livros Planejamento Estratégico Digital (Ed. Saraiva) e Ao Mestre com carinho, o São Paulo FC da era Telê (Ed Inova) – www.livrotele.com.br

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Reprodução / Twitter do São Paulo

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