Cadê o padrão de jogo?

A Coluna do Felipe é publicada às quintas-feiras pelo Felipe Morais e sempre trará detalhes sobre a rica história do Tricolor! Clique aqui e veja todas as edições da coluna.

Amigos tricolores

O São Paulo, há tempos, não passa de um time que mais parece uma seleção de casados x solteiros. Creio que qualquer um aqui, que jogue futebol amador, consegue armar o time melhor do que os técnicos que por lá passaram ganhando verdadeiras fortunas. No futebol amador, ou da várzea, como chamamos, há blocos bem definidos, entre a defesa, meio e ataque. Lateral marca, ponta ataca, meia arma, centroavante marca. Simples assim. No São Paulo, lateral ataca ponta volta para marcar, centroavante arma o time, volante vai para a área, e meia fica no banco. Simples assim. Ou não deveria ser. O time do São Paulo parece um catalão do fim de semana que o técnico vai chamando seus amigos para entrar em campo e ver no que dá. E pelo o que estamos vendo, não está dando certo.

No papel, o time é forte!

Temos o melhor lateral direito do mundo, e outro que é muito acima da média. Uma das melhores duplas de defesa do pais. Temos Hernanes, Pato, Pablo. Revelações como Igor Gomes, Luan, Liziero, Antony, Toró. Everton era um bom jogador no Flamengo e teve um excelente começo no São Paulo. Vitor Bueno jogou muito bem no Santos, tal qual, Tchê-Tchê no Palmeiras. Volpi é um dos melhores goleiros do país, sem dúvida! Cuca é um dos melhores técnicos. No papel, temos um time bem forte, um dos mais fortes dos ultimo anos. E por que não joga? Empatar com CSA em casa, vencer o Botafogo aos 47º do 2º tempo, perder para o time B do Inter?






Muitas contusões

Concordo que o enorme número de contusões atrapalha o São Paulo. Um time não entrosa em 2 ou 3 jogos, é preciso um pouco mais de tempo. Pato precisa entender como Hernanes joga e ambos como Pablo gosta de receber a bola, Antony e Daniel Alves precisam saber como atuar pela direita de forma que um ajude o outro, hoje, me parece que um atrapalha o outro, e ainda tem o Juanfran por ali. Mas quando um time tem suas principais estrelas sempre no departamento médico, é difícil ter esse entrosamento. Muito se falou, por exemplo, que o São Paulo com o time completo empatou com o CSA, eu mesmo fiquei p da vida, mas há que entender que os jogadores estavam em campo, mas não o time, pois time, eu entendo, ser um conjunto entrosado, o que não ocorre no São Paulo de hoje.

Cuca tem uma grande missão

“Ah, técnico no Brasil tira leite de pedra”. Verdade! Concordo. Mas é assim, sempre foi e sempre será. Telê fez Ronaldão se tornar um grande zagueiro, Pintado um líder em campo e, se talvez, ele não tivesse passado pelo tricolor, Raí teria sido apenas mais um camisa 10 que por lá passaria sem protagonismo. Mas Telê deu um padrão de jogo, até indo contra o que muitos diziam, Telê não jogava com pontas e muito menos com um camisa 9 de ofício. E o São Paulo ganhou tudo, com poucas estrelas, mas com um futebol com padrão de jogo. Hoje, somos um catadão. Cuca, vamos melhorar isso, pô!


Felipe Morais. Publicitário, apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube. Sócio da FM Planejamento, Palestrante sobre marketing digital, comportamento de consumo e inovação. Autor dos livros Planejamento Estratégico Digital (Ed. Saraiva) e Ao Mestre com carinho, o São Paulo FC da era Telê (Ed Inova) – www.livrotele.com.br

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Rummens

Comente com sua conta do Facebook: