Carta Tricolor – Liberte a alma Tricolor!

A Carta Tricolor é escrita pelo Ednaldo de Sá e sua publicação ocorre sempre às terças-feira. Clique aqui e conheça o índice da coluna.

Se ainda há uma competição que o São Paulo Futebol Clube segura alguma boa reputação é a Libertadores. Embora o principal torneio sul americano tenha sofrido importantes mudanças desde a última participação do Tricolor em 2016, o São Paulo mantém certo misticismo com a competição. Mais uma vez sob fortes suspeitas e receios, o Tricolor da Barra Funda inicia sua trilha numa competição em que não é favorito, mas também está longe de ser um dos azarões. É só perguntar aos possíveis rivais de grupo, Inter e River, se eles gostarão de receber o SPFC no quadrangular classificatório. 

A Copa Libertadores (também denominada de Copa Colonizados após aquele vexame de final de 2018 da Conmebol) é indiscutivelmente o torneio mais apaixonante pelo torcedor tricolor. Há toda uma áurea em torno do clube energizando uma sensação à torcida de que a fila de títulos pode ser cessada com uma competição do porte da Liberta. Apesar da péssima fase, lembrar de 2016 é um bom subterfúgio para imaginar que a coisa pode finalmente andar. Devo dizer que este sentimento é até compreensível por parte da torcida porque, de fato, o moral do Tricolor paulista é elevado neste tipo de desafio. 

Todo este envolvimento do torcedor com o torneio se deve, evidentemente, à trajetória honrosa do Tricolor nas edições anteriores. Entre tantas participações, o clube só parou na fase de grupos nos anos de 78, 82 e 87, tendo nos anos 90 alcançado o auge. Por pouco, não conseguiu um tri consecutivo (92, 93, 94) na principal Copa das Américas. Após este auge, viria um longo hiato como o vivido atualmente. A história do clube infelizmente guarda esta peculiaridade: vencer muito em pouco tempo e depois…

No jogo de amanhã, a torcida fará o impossível para colocar de lado as inúmeras desconfianças justificáveis a respeito do time, respirará fundo e ecoará o hino de forma uníssona, rapidamente lembrará dos momentos de tormenta vividos pelo time que o levaram à glória como se fosse ontem, associará o misticismo que há entre a camisa suada dos jogadores ao espírito da Libertadores… Entretanto, tudo isso pode ser encalacrado e jogado longe caso o clube não tenha capacidade de expurgar o “espírito derrotista” que impera nas demais competições. 

Se conseguirem entender que a camisa do SPFC entorta varal em Libertadores, talvez tenhamos chances enormes com Jucilei, Jardine, Nenê e cia.






O Cícero Pompeu de Toledo ainda resiste e assusta. Boa sorte!


Ednaldo Benicio. Tenho 24 anos, sou graduado em Eng. Química e moro em Fortaleza. Desde os meus 7 anos, cultivando a paixão tricolor longe dos arredores do Morumbi.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

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