#ColunaAT – As primeiras linhas da participação de Mancini

A coluna Raça Tricolor é publicada aos sábados e escrita pelo Gustavo Torquato, e conterá muita paixão sobre o Tricolor Paulista. Confira o índice da coluna aqui.

Amigos tricolores, peço desculpas pela ausência na semana passada, mas tive que tratar de questões particulares e acabei não publicando meu texto no último final de semana. De lá pra cá algumas coisas aconteceram com o time do São Paulo e que me chamaram atenção, principalmente o rendimento da equipe nos últimos dois jogos contra Red Bull Brasil e Bragantino.

Fica difícil avaliar qualquer trabalho com prazo de validade determinado, Mancini ocupa uma condição que na verdade pertence a outro treinador e o papel dele no momento é minimizar a crise institucional que vive o São Paulo, impedindo mais uma vergonhosa eliminação, dessa vez na primeira fase do campeonato paulista.

No clássico de Itaquera, o recém-promovido ao cargo de treinador ainda cometia os mesmos erros de seu antecessor, apostando em jogadores notoriamente fora de qualquer sintonia com o São Paulo Futebol Clube, o resultado não poderia ser outro, mais um fracasso em jogos grandes.

Entretanto, a cada ajuste no novo desafio foi possível perceber que Mancini daria ouvidos a esmagadora maioria de torcedores que não aguentavam mais a presença de Reinaldo, Bruno Peres, Nenê, Hudson e Jucilei no time principal. Vejam só meus amigos, praticamente metade da escalação são-paulina era completamente contrária ao que 9 em cada 10 torcedores considerava como ideal. A torcida é termômetro de qualquer equipe e não é de hoje que a presença dos meninos da base e de outros jovens jogadores era pedida em detrimento da quase imutável titularidade de medalhões no time do São Paulo.

No último jogo contra o Bragantino, quando o São Paulo acabou com uma seca de cinco jogos sem vitórias, foi possível ver um futebol mais agradável, longe do ideal, mas pelo menos com execuções corretas dos fundamentos de jogo, coisa que não acontecia há muito tempo. Algumas triangulações, troca de passes, velocidade entre os laterais, alguns cruzamentos corretos, um verdadeiro alento diante das vergonhosas atuações do time esse ano.

Acredito que o maior mérito de Mancini no começo do curto trabalho que entregará a frente do comando técnico do São Paulo foi perceber lacunas e falhas que Jardine não foi capaz de enxergar. Parecia evidente que os laterais estavam muito abaixo de qualquer condição para vestir a camisa do São Paulo e, além disso, comprometiam o andamento da equipe. Estava muito claro, também, que tanto o meio-campo quanto o ataque da equipe precisam urgentemente de oxigênio, nomes como Antony e Luan são símbolos daquilo que o torcedor pediu incessantemente, mas foi ignorado na curtíssima era Jardine no time principal.

Porém, sabemos que isso ainda não é o suficiente para rivalizar com os outros grandes do estado, também sabemos que esse modelo de time precisa vingar com o verdadeiro titular do cargo de treinador e finalmente sabemos que confiança é algo muito difícil de depositar nessa atual configuração do tricolor, começando na gestão até as quatro linhas. Continuaremos por aqui acompanhando cada jogo na expectativa que essa evolução seja efetivamente real e significativa e não apenas só mais um sopro de ilusões para o torcedor. Até breve!


Gustavo Torquato. Advogado, fanático por futebol e são-paulino desde sempre. Minha relação com futebol começou nos primeiros meses de vida, quando meu pai, radialista esportivo, me presenteou com a camisa do São Paulo Futebol Clube. Um objeto guardado com amor e saudosismo e que sobrevive há 26 anos, assim como meu amor pelo Tricolor.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Rummens






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