#ColunaAT – Boas perspectivas

A TRIbuna do Braga é escrita pelo Rodrigo Braga em todas às sextas.

Acredito que todo torcedor são-paulino está, no mínimo, animado com o time que está se desenhando. Bons reforços, jovens promissores, esquema de jogo ofensivo, técnico de primeira linha começando o trabalho. Não sei o que vai acontecer no domingo, sou sincero em afirmar que não somos favoritos para avançar à decisão. Mas independente disso, o São Paulo que sairá do Paulistão rumo ao Brasileiro e ao restante da temporada será muito mais consistente e confiante do que aquele que todo mundo imaginava 20 dias atrás. Pode ser campeão estadual? Pode, e seria ótimo para ajudar nesse momento. Mas mesmo que não seja, sem dúvida o São Paulo dá esperanças à torcida de um futuro bem melhor.

Escolha decisiva

Resta agora a pergunta: qual futuro os dirigentes do São Paulo querem para o clube? Explico: praticamente todo este elenco atual tem contrato longo, três ou quatro anos. Ou seja, é possível fazer um trabalho de longo prazo, que gere uma nova era de conquistas para o Tricolor. O elenco tem qualidade para isso, não há dúvida. Precisa ter tempo para se desenvolver da melhor forma, e permitir isso é tarefa dos cartolas tricolores. Se vender um time inteiro ao surgir a primeira oferta, permitindo que jovens promissores façam a partida inevitável para a Europa com 10, 15 jogos oficiais pelo clube (como ocorreu com o David Neres, por exemplo), já sabemos o resultado. A conta é bem simples: se mantivermos esse elenco pelo maior tempo possível, o São Paulo voltará a ter um ciclo de conquistas e protagonismo, além de faturar muito dinheiro na hora certa. Mas se seguir com a lógica atual de apenas vender, vender, vender, até vai encher os cofres (menos do que poderia), porém o Tricolor seguirá correndo atrás do rabo para sair da crise.

Receita

Não tem mistério: só trabalhos consistentes e de médio ou longo prazo geram títulos (assim, no plural). Os exemplos no futebol brasileiro estão aí. Insisto na pergunta: a diretoria vai querer seguir esse caminho?

Negócios

Não adianta o torcedor se iludir que jovens craques como Antony, Liziero, Luan e Igor Gomes (todos de nível Seleção Brasileira), além de outros que ainda chegarão ao profissional, não serão vendidos um dia. Serão. Mas não precisa ser já, e aí cabe ao São Paulo reverter a lógica dos últimos anos de ser apenas um repassador de talentos aos clubes europeus. Manter as melhores crias de Cotia por aqui mais tempo significa que podem amadurecer no clube, se tornarem protagonistas de conquistas e por consequência se valorizarem aqui no futebol brasileiro, e não apenas lá na Europa. Exemplo: mais vale vender o quarteto atual agora para um Porto da vida ou para o futebol ucraniano e em pouco tempo ver eles revendidos por fortunas para um gigante europeu, ou vale a pena segurá-los um pouco mais aqui, ter ganho técnico com eles pelo maior tempo possível e só aí vender direto para um grande do Velho Continente, faturando sem intermediários? Não sei vocês, mas eu não tenho nenhuma dúvida da resposta.

Pra terminar

Sou obrigado a reconhecer: Vágner Mancini queimou a minha língua. Minha e de muita gente. Está de parabéns!


Rodrigo Braga. Tenho 40 anos, sou um paulista, paulistano e são-paulino radicado em Santa Catarina, onde há mais de 20 anos atuo como jornalista. Fui editor de esporte e participei de coberturas de Copa do Mundo, Jogos Pan-Americanos e outros eventos internacionais. Sou louco por futebol, mas, principalmente, sou louco pelo São Paulo Futebol Clube.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site






Foto: Rummens

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