#ColunaAT – Mais um clássico para nos mostrar do que é feito esse São Paulo

A coluna Vamos falar de São Paulo é escrita pelo Bruno Godinho e será publicada semanalmente. Veja o índice da coluna.

E lá vamos nós para o terceiro clássico do ano. Até agora, dois jogos fora de casa e duas derrotas. Uma delas, para o Santos, acachapante. A segunda, em Itaquera, na ressaca da eliminação da Libertadores.

Diferente do cenário pintado no começo do ano, onde tínhamos a impressão de que o São Paulo formaria um elenco numeroso e qualificado, chegamos para o jogo contra o Palmeiras com um plantel extremamente limitado em todos os sentidos, seja em número ou qualidade, e desfalcados também de nosso estádio.

Já falei em minha coluna sobre (a falta de) planejamento, sobre como considero que o que foi feito entre o final de 2018 e o começo de 2019 foi equivocado. O fato é que nada disso poderá ser mudado até Sábado.

Sábado entraremos em campo com o que temos. Com o pouco que nos restou. Vamos a campo com um técnico tampão mas que em pouco tempo parece comprometido em dar a esse time mais regularidade, mais consistência. Vamos de Volpi, que vem evoluindo. De laterais que foram contratados para serem reservas mas foram alçados à titularidade em meses. De uma dupla de zaga boa tecnicamente mas que precisa de mais concentração. De volantes habilidosos, que podem mudar o jogo. De pontas jovens e habilidosos que precisam de mais confiança.

É obvio que o adversário possui um elenco mais qualificado que o nosso. É preciso estudar suas armar e se preparar para elas. Por mais que joguemos em casa, não parece sábio sair para cima como loucos. Precisamos de inteligência, de concentração e, principalmente, vontade.

Já falei também em outra oportunidade o quanto a parte psicológica do São Paulo Futebol Clube é frágil e como ela é fundamental para se vencer jogos que contém uma carga de tensão elevada.

Mais do que nunca o time precisa ter a cabeça no lugar. Entender a importância e a dinâmica do jogo. E entender que clássico é clássico. Deixa-se tudo no campo.






Sendo realista, sei que a chance de vitória é pequena. Por tudo que já foi escrito aqui. Mas nunca deixarei de acreditar.

Que Mancini saiba preparar o grupo e que o comprometimento de atletas como Pablo possa contaminar os demais atletas. Na base da superação e da dedicação podemos vencer esse compromisso tão importante, não só para as pretensões no Paulista, mas também no animo para a continuação de 2019.


Bruno Godinho, 38 anos, administrador de empresas e cantor nas horas vagas, é um são-paulino convicto desde os Menudos do Morumbi. Fanático pelo Tricolor Paulista e por futebol, sempre gostou de escrever e falar sobre o assunto, sendo o representante da torcida Tricolor no Sala de Imprensa, da finada Bradesco Esportes FM.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Reprodução SPFCtv

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