#ColunaAT – No Tricolor exemplo vem… de baixo!

Espaço do Torcedor é a coluna quase que diária do Arquibancada Tricolor, que dá voz a todos os torcedores da arquibancada. Quer ver seu texto publicado aqui? Mande uma mensagem para nós!

Irritantemente nosso tricolor mais querido vem colecionando insucessos nos mais recentes torneios internacionais, e mata-matas disputados. E, uma peculiaridade salta aos olhos: o destempero dos nossos atletas nessas partidas.






Analisando nossas três recentes eliminações para Talleres/ARG (2019), Colón (2018) e Defensa y Justicia (2017), coincidentemente (ou não) em todas elas tivemos expulsões. Sem contar as outras incontáveis ocorridas em clássicos e partidas decisivas, mesmo em  torneio de pontos corridos, a exemplo de uma importante partida, ano passado, confronto direto pela liderança, jogo contra o Internacional, no Beira-Rio, no qual após sairmos a frente no placar terminamos com um amargo 3×1 e outra expulsão na conta.

A primeira análise, conduz ao evidente destempero do time tricolor, os atletas entram em campo ora pilhados, ora pressionados, ora temerosos e catalisam em indisciplina, que evidentemente interfere no desempenho. Mas convido a uma reflexão diferente: qual política disciplinar que vigora no SPFC? Há alguma cobrança ou punição pelos atos de indisciplina de nossos atletas? Ou eles reiteradamente cometem indisciplinas por terem certeza de que não há esse tipo de cobrança?

Num futebol em que o preparo físico e tático prevalece em relação ao aspecto técnico, perder um jogador num duelo decisivo tem custado caro a muitos times, e até mesmo a seleções (vide Brasil na Copa de 2010), e mais caro ainda ao SPFC pela repetição infinita de vermelhos. Dado a reincidência, suspeito que não haja maior consequência, natural, afinal no Morumbi a lógica é às avessas, o exemplo tem de vir de baixo.

A diretoria de futebol, quase sempre omissa, deixa a cargo do treinador esse tipo de cobrança, que talvez seja até o único a ser demitido após um desses duelos decisivos, e sequer tenha chance de sancionar o jogador indisciplinado. Resta então aos atletas que haja uma voz de liderança e cobrança, vez que não qualquer comando superior ou hierarquia da diretoria, tampouco da comissão técnica quase sempre pressionada.

Mais um exemplo da incompetência que sequestrou nosso tricolor, e que dá como prova de vida, daquelas provas que os sequestradores ofertam às famílias das vítimas, as cabeças de nossos ídolos. O Raí que coloque as barbas de molho, Leco não hesitaria em elegê-lo como culpado, e provar que sua incompetência permanece viva, e subjugando nosso tricolor.

Não isento Raí de culpa, mas não duvido de sua integridade, capacidade e genuína intenção em melhorar o SPFC, mais do que outros que comandam nosso tricolor. Quem sabe dele (Raí) não o bom exemplo a ser seguido mais a cima…


Rodrigo Vilela Freitas. São-paulino, de São Paulo/SP, tricolor de coração, família e alma, há pelo menos 29 anos, e nas horas vagas advogado e não menos apaixonado .

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

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