#ColunaAT – O São Paulo está mesmo evoluindo?

A coluna Carrinhos e firulas é escrita pelo Victor Oliveira e sempre será publicada às sextas, contendo muitas análises sobre o Tricolor!

Após mais um resultado decepcionante, o empate em 1×1 contra o rebaixado São Caetano, resultado que garantiu o São Paulo nas quartas de final do Paulistão, Vagner Mancini voltou a dizer que o time vem mostrando evolução, na visão do técnico interino. Se observarmos apenas os resultados e o futebol apresentado pela equipe, não há nenhum indício de evolução, visto que nos últimos seis jogos, o tricolor obteve uma única vitória.






No entanto, Mancini poderia encontrar o embasamento para sua fala nos dados das partidas, em relação a variáveis importantes dentro de uma partida. Para conferir se havia alguma razão no que o técnico tem falado, decidi observar os dados disponíveis no FootStats a respeito de quatro aspectos dos últimos jogos do tricolor, sob comando de Mancini: posse de bola, finalizações, assistência para finalização e passes certos. Trata-se de um conjunto de dados importante para avaliar se o São Paulo domina ou é dominado pelos adversários, se o entrosamento e padrão de jogo vem melhorando com maior acerto de passes e se a equipe está produzindo mais situações ofensivas perigosas ao gol adversário.

Começando pela posse de bola. Na última partida do ex-técnico Jardine no Paulistão, contra a Ponte Preta, o São Paulo ficou com a bola 62% do tempo, ainda assim saiu derrotado. Nas partidas seguintes, a posse de bola máxima foi contra o Bragantino (55%) e a mínima contra o Red Bull (42%). O time oscila em torno dos 50% de posse de bola, sem apresentar uma tendência de predomínio com a bola nos pés.

Outro quesito importante é a quantidade de passes certos. Contra a Ponte Preta, o tricolor havia trocado 425 passes corretamente. Já nas partidas seguintes, esse número caiu para uma média de 272 passes corretos. O máximo de passes trocados corretamente foi no clássico contra o Corinthians (317) e o mínimo, novamente, contra o Red Bull Brasil (192). Nesse fundamento, a equipe também oscila em torno da média, não há uma tendência linear de melhora.

Já na parte ofensiva, o número de assistências para finalizações também se mostra irregular. Na partida contra a Ponte Preta, foram apenas três observadas. Já nas partidas seguintes, o número teve ligeiro aumento para 8, chegando a atingir o pico de 14 contra a Ferroviária e 11 contra o São Caetano. A média ficou ao redor de 10. Mesmo com a oscilação, esse pode ser um sinal de evolução ou uma demonstração de que o padrão de jogo do Tricolor está bastante verticalizado.

Reflexo do fundamento anterior, o número de finalizações tem apresentado uma tímida melhora. Novamente, na partida contra a Ponte Preta, o São Paulo chutou apenas 6 vezes no gol adversário. Já nas partidas seguintes, esse número ficou sempre próximo de 10, variando entre 9 a 12, com um ponto fora da curva, no jogo contra a Ferroviária, no qual o Tricolor chutou 23 bolas no gol adversário.

Portanto, depreende-se dos dados que o São Paulo ganhou um pouco de ímpeto ofensivo, aumentando um pouco a quantidade de situações ofensivas criadas, porém ainda pecando nas finalizações, visto que os gols tem sido escassos. Já em relação ao padrão de jogo e entrosamento, não há tendência de melhora, mas sim o time ainda patinando para se encontrar. Quando chegar, Cuca terá trabalho para conseguir entrosar o time e fazê-lo jogar da maneira que o torcedor espera.


Victor Oliveira. Tenho 26 anos, moro em São Carlos-SP. Sou Engenheiro de formação e trabalho como Analista Financeiro. Sou apaixonado pelo Tricolor desde pequeno, quando comecei a acompanhar os jogos pela TV. Neste espaço, farei análises fortes como carrinhos, carregando a sutileza de uma firula.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Rummens

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