#ColunaAT – O São Paulo precisa se reinventar antes que seja tarde demais

Caros Tricolores, Tri-Campeões Mundiais. Se você nasceu ATÉ o final dos anos 90, certamente percebe de forma muito mais clara do que os torcedores mais novos, que o futebol está em uma transição facilmente comparada com a Era do Gelo que a Terra passou. Uma transformação absurda.

Hoje em dia, é fácil falar uma expressão que vem se tornando cada vez mais categórica: “Não existe mais bobo no futebol.”. Isto se deve ao fato de que o futebol está mais dinâmico do que nunca. Com o poder da internet e da mobilidade de informação, além da tecnologia, os times de menor expressão conseguem se preparar melhor para enfrentar times mais poderosos e, cada vez mais, surpreendem.

No entanto, o meu foco aqui nesta coluna remete ao âmbito administrativo do São Paulo Futebol Clube. O Tricolor estacionou no tempo e vê seus adversários começarem a despontar, tanto em dinheiro, quanto em campo.

Palmeiras e Flamengo, principalmente, são os clubes brasileiros mais poderosos no momento. Cada janela de transferência é sinônimo de fortalecimento. Contratações que fazem torcedores adversários franzirem suas testas, vendas milionárias, e por aí vai.

O São Paulo precisa se reinventar administrativamente, não necessariamente se tornando uma empresa, já que não é uma regra para o sucesso. Mas precisa sim profissionalizar um pouco mais a diretoria e deixar interesses pessoais de lado, do contrário, ficaremos estagnados e, não necessariamente, seremos rebaixados. No entanto, o jejum deve continuar a aumentar.

Esta ideia de tornar o clube numa empresa é válida. Porém, não é garantia de sucesso e, também, não precisa ser implantada para resolver os problemas. Barcelona e Real Madrid, por exemplo, são clubes geridos como a atual forma de gestão do São Paulo: possuem um presidente e seus dirigentes.

Claro, transformar o clube em uma empresa possibilita pensar mais alto e, geralmente, se tornar uma potência. Mas, convenhamos, é possível ter tantas chances boas de sucesso, sendo uma empresa, num país como o Brasil, que tem sua economia em frangalhos?

Este é um ponto muito importante que não podemos esquecer. Afinal, o Brasil sofre de uma crise política e econômica, pois ela nunca se estabiliza. É muito difícil encontrar um “mecenas” no Brasil. Daria pra dizer que o Palmeiras teve sorte em encontrar a Crefisa.






“Ah, mas se a Crefisa sair do Palmeiras, o clube palestrino quebra!”. Não, não quebra. Não mais. A grande carta na manga do Palmeiras é justamente a administração criada por Paulo Nobre e, agora, continuada por Mauricio Galiotte. O clube já se sustenta com seu eficiente plano de sócio-torcedor, além de ingressos supervalorizados mas que, mesmo assim, são fortemente comercializados. Além disso, o patrimônio do clube, que tange desde CT a jogadores, é muito alto.

Por isso eu dei aquele título lá em cima pra matéria. Se o São Paulo demorar demais para se tocar, vai ficar cada vez mais difícil crescer no futebol brasileiro, pois os clubes estão fechando as portas da evolução do futebol para si mesmos.

Por Igor Martinez

*A opinião do autor não reflete a opinião do site.*

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