#ColunaAT – Quando o São Paulo deixou de ser soberano?

Espaço do Torcedor é a coluna quase que diária do Arquibancada Tricolor, que dá voz a todos os torcedores da arquibancada. Quer ver seu texto publicado aqui? Mande uma mensagem para nós!






Neste domingo (17), no estádio do Pacaembu o São Paulo perdeu pelo placar mínimo para o Palmeiras e com isso deixando a briga pela classificação para a última rodada, além de sair de campo acumulando três derrotas em três clássicos disputados.

O time até que começou bem, agressivo no ataque e tentando trocar passes para alcançar o tento, bom para um time sem confiança, a torcida também, fingiu esquecer o fiasco contra a Ferroviária no último sábado e compareceu em peso nas arquibancadas com 17.755 pagantes, além do incentivo também, vibrando em cada dividida ou tentativa anulada do time alviverde, esforço este que pareceu não ser passado ou transmitido aos jogadores, que no papel, chegou poucas vezes ao gol adversário e quando chegou viu Luan pegar de primeira na entrada da área e isolar a bola sem ninguém a sua frente. 

Mas o futebol é assim, de fases, se estamos mal isolamos, podemos criar mil vezes ou até nada que a bola não entra, por outro lado se temos um rival em boa fase estes podem criar nada ou tudo também, tentar uma jogada despretensiosa e arriscar um chute de fora da área que a bola entra, foi o que aconteceu, Carlos Eduardo após tabela com Dudu arriscou o chute, pegou de primeira como fez Luan, porem foi muito mais feliz. E há algum tempo parece que ou estamos sendo infelizes demais ou nossos adversários que estão sendo mais eficientes, e difícil definir. 

Fato é que, na última década o Tricolor passou por várias mudanças, de “Soberano” no Brasil e em São Paulo a chacota de rivais, viu seus rivais conquistarem títulos importantes. O Santos alcançar o seu número de Libertadores, o Corinthians ultrapassar o de Brasileiros e o Palmeiras a se consolidar agora, empatando na história de jogos em 108 vitórias para cada no Choque-Rei, coisa que não acontecia desde 1930. 

Mudança também no humor do torcedor, que assim como em seu hino tem o orgulho de ostentar as suas glórias e conquistas que, jamais serão apagadas, porém hoje ficam empoeiradas com sujeiras como da irresponsabilidade de dirigentes ruins, jogadores sem compromisso e treinadores incapazes de trazer a verdadeira alma Tricolor em campo como fazia Muricy.

O que resta ao são-paulino hoje é viver com a esperança de um dia chegar alguém que realmente entenda o que é o São Paulo, talvez Cuca faça isso, talvez não, só o futuro dirá, alguém que chegue e tire a “poeira” sobre as glorias tricolores e faça com que o torcedor tenha enfim o orgulho novamente de vestir esta camisa.


Levi Natan. Paulista, estudante de jornalismo, amante de esportes e do mais apaixonante destes, o futebol, seja ele bom ou ruim, futebol já basta.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Rummens

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