#ColunaAT – Thuler, o açougueiro da Gávea

Dois tempos é a coluna semanal do Mário Pravato, publicada normalmente às quartas. São dois assuntos diferentes e às vezes pode acontecer uma prorrogação e até mesmo uma disputa por pênaltis! Clique aqui e veja todas as edições da coluna.

Gostaria que esta coluna fosse dedicada 100% ao Tricolor, mas não dá pra deixar passar em branco o que aconteceu no Estádio do Morumbi no último domingo, onde vimos um ex-time grande covarde e que veio a campo apenas para quebrar o adversário.

Quem é Thuler

Matheus Thuler, 20 anos, deveria estar suspenso do futebol neste momento, até a data em que Alexandre Pato retornasse aos gramados.

Não foi acidente. Não foi disputa pela bola. Não foi um mero acaso.






O açougueiro carioca fez de caso pensado. Pato estava de costas para o gol, Thuler simplesmente veio com tudo e com o braço para o alto, acertou Pato acima de sua cervical. Caso o açougueiro quisesse apenas disputar a bola, viria apenas com o corpo. O árbitro Ricardo Marques Ribeiro, conivente com a cera e a violência do ex-grande carioca, fez que não viu, e só deu “vantagem”.

Pato teve que ser substituído, mas o jovem carniceiro ainda teve tempo de dar uma cotovelada no rosto de Hernanes, fora a entrada criminosa que Antony sofreu do flamenguista Trauco, que também não foi expulso (que coisa, não?)

E aí, FIFA?

Qual é a da FIFA, que nada faz para proteger os craques do espetáculo? Ano após ano, a NFL muda suas regras para proteger seus melhores jogadores, no caso os Quarterbacks. Isso porque dizem que a Liga Americana que é violenta…

A preocupação da FIFA, além de ganhar dinheiro, é matar o futebol aos poucos, como a imbecil regra onde qualquer bola na mão se transforma automaticamente em mão na bola. Se eu sou técnico, treinaria meus atletas para sempre chutarem a bola contra o corpo dos adversários, em busca de faltas que somente existem na cabeça dos velhinhos da Suíça.

A FIFA não protege o espetáculo e não muda as regras do futebol para torná-lo mais dinâmico, o que vemos são times como o Flamengo, que joga de forma covarde fora de casa, fazendo cera lance após lance, ou o Corinthians de Carille, que contra o Santos nas semifinais do Paulista, jogou pior que time de várzea, mas mesmo assim se classificou nos pênaltis. Nenhum outro esporte premia a covardia tanto quanto o futebol.

Perdemos a primeira batalha

Tivemos ontem o primeiro jogo das semifinais da Liga Ouro de Basquete e o Tricolor perdeu mais uma vez para o Campo Mourão, agora são 3 derrotas em 3 jogos.

Estive no Ginásio do Morumbi acompanhando a partida e a derrota foi muito sofrida, pois aconteceu há 0.2 segundos do fim.

O Tricolor não jogou bem, errou muitos fundamentos, como lances livres (41% de aproveitamento, desperdiçando 10 arremessos, ou, 10 pontos…) e forçou muitas bolas de três sem necessidade, apenas no desespero.

Mortari precisa fazer ajustes no time para a partida de amanhã, que é decisiva. Temos que ganhar em casa e buscar uma vitória no Paraná, caso contrário a série não voltará para São Paulo.

Estaremos lá mais uma vez, apoiando o Basquete Tricolor!


Mário Pravato Junior

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

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