#ColunaAT – Voltaremos a vencer!

A coluna Vamos falar de São Paulo é escrita pelo Bruno Godinho e será publicada semanalmente. Veja o índice da coluna.

Essa é uma afirmação perigosa. Mas verdadeira. Quando exatamente? Não faço a menor ideia. Porque afirmo isso? Porque, não faz muito tempo, já tivemos uma época bem tenebrosa.

O ano é 2002. O São Paulo vem, desde 1993, sem nenhum título de relevância. Ganhou uma Conmebol em 94, Paulistas em 98 e 2000, Rio-São Paulo em 2001.

No dia 12 de Maio de 2002, a Folha de São Paulo noticiou “O diretor de futebol do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, confirmou hoje, após a perda do título do Torneio Rio-São Paulo para o Corinthians, que o técnico Oswaldo de Oliveira assumirá o clube terça-feira, às 11h, quando será apresentado no CCT da Barra Funda”.

Sim, ele mesmo, o atual presidente Leco. Após duas eliminações para os rivais de Itaquera, sendo uma na semifinal da Copa do Brasil e outra na final do Rio-São Paulo, ele anunciava a contratação de Oswaldo e a saída de Nelsinho Baptista.

Em 17 dias, Oswaldinho foi “Supercampeão Paulista”! O time daquela decisão era Roger, Gabriel, Emerson, Jean e Lino, Maldonado, Simplício, Adriano e Lucio Flavio, Sandro Hiroshi e Reinaldo.

Para o Campeonato Brasileiro, o time ganhou o reforço de nomes de “peso” como Ricardinho, Luis Fabiano e Julio Baptista. Kaká, em seu primeiro ano completo como profissional, também foi mantido.

O Tricolor foi o time que mais somou pontos na fase de grupos, se classificando em primeiro lugar. Mas sucumbiu ao Santos de Diego Robinho nos confrontos de Quartas de Final.

Resultado? Mais um ano sem títulos relevantes.

Veio o ano de 2003. A base do time foi mantida. Oswaldo também. Resultado? Nova derrota para o rival na final do Paulista e eliminação para o Goiás na Copa do Brasil.

Oswaldo de Oliveira foi um dos técnicos que mais xinguei na minha vida. Ele foi demitido em 04 de Maio de 2003 por Marcelo Portugal Gouvea, presidente do clube no período de 2002 a 2006. MPG manteve Rojas no comando da equipe até o final de 2003 (fomos terceiro no Brasileiro de 2003) e trouxe Cuca, que assumiu em 2004.

Cuca não ganhou nada. Pelo contrário. Foi eliminado pelo São Caetano no Paulista, eliminado pelo Once Caldas na Semifinal da Libertadores e pelo Santos na Sul-Americana. Mas foi o idealizador do esquema de jogo e, principalmente, o técnico que constituiu o elenco que viria a ser campeão do torneio continental em 2005 nas mãos de Paulo Autuori.

Entendo a decepção e a revolta da torcida, completamente compreensíveis. Mas já passamos por Lecos, Oswaldos, Linos, Ricardinhos e tantos outros.

As vitórias voltarão.

Só nos resta saber quando.


Bruno Godinho, 38 anos, administrador de empresas e cantor nas horas vagas, é um são-paulino convicto desde os Menudos do Morumbi. Fanático pelo Tricolor Paulista e por futebol, sempre gostou de escrever e falar sobre o assunto, sendo o representante da torcida Tricolor no Sala de Imprensa, da finada Bradesco Esportes FM.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site






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