E como está o trabalho de Raí, Ricardo Rocha e Lugano na direção Tricolor?

Por Murilo Batista

É cedo, mas Raí, Ricardo Rocha e Lugano vêm trabalhando muito para tornar o São Paulo mais forte (algo que não estava sendo feito em outras gestões). O Tricolor se montou bem para a temporada, contratando alguns reforços que eram os principais jogadores do time que atuavam. Eis aqui a lista:

Diego Souza – Principal jogador do Sport;

Jean – Um dos principais jogadores do Bahia (ainda mais no primeiro semestre do ano passado);

Nenê – Destaque do time do Vasco;

Anderson Martins – Melhor zagueiro do Vasco;

Régis – O menos badalado (vindo do São Bento), porém experiente;

Gonzalo Carneiro – Indicação de Lugano, considerada a principal joia no Uruguai, sendo elogiado pelos ex-companheiros do Defensor e da comissão técnica, além dos jornalistas (Entretanto, sem jogar desde o ano passado);

Éverton – Na lista de principais jogadores do time do Flamengo, mas, se contar as estatísticas, o principal (além da muita disposição, veloz e habilidoso).

Valdívia – Demonstrando um bom futebol, embora com lesão recente.

Obs.: Sem citar a compra definitiva de Jucilei e Edimar, além da vinda de Reinaldo e Hudson (estes dois últimos voltando de empréstimo).

Observando o elenco que temos, somando com as aquisições que o São Paulo trouxe, podemos confirmar que o time soube se reforçar e, na TEORIA, é um time de muitos medalhões, com uma mistura de experientes jogadores e alguns jovens que vieram da base.

Isso pode dar muito certo, até pelo propósito da diretoria que está trabalhando “em silêncio”, fazendo a parte dela, sem se expor muito na impressa. Visto que Ricardo Rocha, que participa muito das preleções, trabalha muito bem no interno, é um “parceiro” dos atletas, fora sua experiência e seu carisma. Cada vez mais o lado imo do clube é algo que não se preocupa mais como antes. Entretanto, o que pode acontecer é o externo atrapalhar, como, por exemplo, um ex-diretor fazer fortes críticas por algo acontecido em seu mandato dentro do clube, mas isso é outro aspecto distinto.

Consequente à ideia de atuação dos atletas, posso apresentar argumentos de que o time obteve jogos ruins com alguns desses jogadores citados mais acima, todavia, além de injusto é incoerente, pois existiu a troca de treinadores e, pelo que estamos acompanhando nos últimos jogos, o time evoluiu, embora houve a derrota contra o Atlético-PR.

A direção vem acertando, mas precisamos de tempo para a concretização de uma boa e ampla análise. Ademais, a finalidade de um trabalho assim resulta em grandes conquistas, ou pelo menos chegue longe em uma competição, obtendo excelentes atuações em jogos considerados grandes, fora deleitar-se da transparência na coordenação superior da instituição.

Em síntese, tudo afeta. Porém, isso é um quesito que a gestão atual são-paulina tem um determinado cuidado, no qual já provou estar ciente desses acontecimentos, e, se havendo, saber lidar.

Com o trabalho reunido pelo trio Raí, Ricardo Rocha e Lugano, a torcida fica satisfeita e confiante, sobretudo esperançosa com a evolução que o time possa tomar, seja na indagação administrativa ou na prática dentro das quatro linhas de campo.

O começo do Brasileirão está por vir, e devemos começar fazendo uma boa atuação nas primeiras partidas para demonstrar competitividade e deixar o torcedor mais aliviado, sem se recordar das más atuações passadas.

* A opinião do colunista não reflete a opinião do site

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