Deu ruim Rai!

Deu ruim terror do Morumbi 😐

A definição de “deu ruim” no dicionário informal é a seguinte:

Indica que algo deu errado ou não foi feito da forma correta. A expressão deu ruim é muito utilizada por pessoas que fizeram algo errado, mas querem comunicar isso sem assumir a responsabilidade pela falha cometida.

O craque Raí assumiu uma bucha de canhão ao se tornar o diretor executivo de futebol do Tricolor! Independente do pífio resultado de ontem contra o Ituano (os melhores momentos, se é que é possível chamar assim, podem ser vistos aqui) o trabalho de Raí será posto a prova em breve.

Antes de prosseguir, temos que lembrar quem é Raí Souza Vieira de Oliveira. 






Nascido em 15 de maio de 1965 na cidade de Ribeirão Preto, atuava com meio campista – aquele clássico camisa 10 e carregava o peso de ser irmão do também ex-jogador Sócrates – que na minha opinião foi o irmão com menos sucesso no futebol…rs. Iniciou sua carreira no Botafogo Futebol Clube, clube de sua cidade natal, aos 15 anos. Passou pela Ponte Preta por empréstimo durante o Campeonato Brasileiro de 1986 e no ano seguinte voltou, durante o Campeonato Paulista, ao Botafogo.

Foi convocado para a Seleção Brasileira e disputou a Copa América daquele ano. Chegou a ser cobiçado pelo time de Itaquera, especialmente depois de marcar três gols contra eles, em abril de 1986, mas foi contratado pelo São Paulo Futebol Clube ainda em 1987, para a disputa do Campeonato Brasileiro.

O resto é história, pois na humilde opinião deste que vos escreve, Raí foi um dos maiores jogadores do São Paulo Futebol Clube de todos os tempos, talvez perdendo apenas para o Mito Rogério Ceni!

Dentro de campo foi um craque genial que elevou o São Paulo ao patamar de grande time internacional. Junto de excelentes jogadores e do mestre Telê Santana, ganhou tudo o que era possível no Tricolor e no PSG (antes do Skeik árabe ser o louco do dinheiro!). Ganhou também a Copa do Mundo de 1994 e depois de brilhar na Europa foi direto do aeroporto para o majestoso, colocar aquele time ao qual não se deve dizer o nome em seu devido lugar, destruindo no jogo da final do Paulistão de 1998!

Fora de campo também é gênio! Além de ser fluente em inglês e francês, ser um dos palestrantes corporativos mais bem pagos do país e tocar junto do ex-parceiro Leonardo a Fundação Gol de Letra (iniciativa pioneira no meio do futebol na época) Raí é um gentleman. Encontrei-o por 2 oportunidades em restaurantes aqui em São Paulo e ele é muito mais educado que esses pseudo-craques de hoje em dia. Atende a todos com calma e educação. Além disso tivemos uma experiência extra campo com ele na minha família.

Meu irmão há alguns anos atrás fez uma viagem corporativa para realizar um treinamento na França. Minha cunhada aproveitou a chance e foi junto. Ele tinha direito a viajar na classe executiva porem como a grana era curta, ele havia comprado para ela assentos na classe econômica. Como o amor é lindo, na ida e na volta ele cedeu o lugar dele para o passageiro que estava ao lado da minha cunhada e também foi na classe econômica. Na ida, uma mulher foi a privilegiada. Vale ressaltar que a sortuda “malemá” agradeceu meu irmão, se enfiando na larga poltrona e sumindo logo depois (se você é a mulher citada aqui, manda um agradecimento, mesmo que tardio nos comentários…rs). No voo da volta, uma adolescente super educada que voltava de um intercambio na cidade Luz, não sabia como agradecer a oferta e já de dentro do avião ligou para o pai contando o ocorrido. Até aqui tudo normal. A surpresa veio ao desembarcarem no saguão internacional, onde Raí literalmente correu atrás do meu irmão para agradecer pois ele era o pai da adolescente contemplada com a troca! Foi super gentil, tirou fotos com meu irmão e cunhada, conversou com eles por vários minutos e depois de mais uma vez efusivamente agradecê-lo, foi embora ao lado da filha.

Voltando a minha análise, Raí encontra-se em situação delicada. Explico: ou será diferenciado também como dirigente ou mostrará mais do mesmo, se curvando ao canalha do Leco.

Não entendeu ainda? Vamos lá…

Dorival Júnior é fraco! Como eu disse anteriormente, na época de sua contratação, não gosto de seus trabalhos. Ano passado, graças ao Profeta Hernanes, atuou como bombeiro depois da presepada que o canalha do Leco aprontou para cima do Mito e ajudou o time a não ser rebaixado…então, até como prêmio de consolação, teria a chance de mostrar trabalho em 2018, começando o trabalho do zero.

Infelizmente já vimos o que será daqui para frente. A torcida Tricolor não sabe mais o que pensar e a pressão para sua queda já é grande (não vou aqui entrar na discussão sobre isso pois esse assunto é tema para um post futuro, visto que sou contra demitir um treinador em Fevereiro…Infelizmente o São Paulo se especializou em ter 3 ou 4 técnicos ano sim e outro também…).

E é aqui que Raí ficará entre a cruz e a espada pela primeira vez em sua atual função!

Se demitir Dorival Junior, mostrará que não apita em nada e é apenas uma alegoria da atual diretoria, visto que: como a convicção de que “a família Silvestre” poderia dirigir o Tricolor durante 2018 já se esvaiu?

Se mantê-lo, vai ter que ter pulso, junto de Ricardo Rocha e Lugano, para domar o elenco – evitando presepadas como essa aqui. Também terá que controlar a torcida e diretoria.

Pelo que apurei, Raí gosta do trabalho de Doríval Junior dentro de campo e acredita que o elenco pode evoluir com o passar dos meses. Já fora dele, não é tão fã assim do treinador. Talvez até pela pressão que começa a passar, Doríval Junior mete os pés pelas mãos em algumas situações, em especial nas desastrosas coletivas onde disse por exemplo, que não pediu a vinda de Trellez ou Nenê ou que técnico não entra em campo para fazer gol depois da derrota no clássico contra o Santos. Independente disso, na avaliação de Raí (Ricardo Rocha e Lugano também concordam) o técnico é uma pessoa idônea e está fazendo o seu melhor no Tricolor.

O tempo irá dizer se Raí continuará a ser gênio também como dirigente Tricolor. Com certeza ele tem o apoio incondicional da maioria da torcida são paulina. Esperamos que goze do mesmo prestígio com o canalha Leco e demais raposas tricolores, e deixem faze-lo seu trabalho baseado em critérios técnicos e não políticos.

Saudações tricolores,

Fernando Michelutti do Papo de Arquibancada

 

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