Dever cumprido

A TRIbuna do Braga é escrita pelo Rodrigo Braga em todas às sextas.

Foi com aquele sofrimento habitual (e desnecessário), mas o São Paulo conseguiu um final honroso para a temporada, garantindo a vaga na fase de grupos da Libertadores da América de 2020. E a conquista, jogando bem em um confronto direto contra o Internacional, vale muito. Sim, a campanha foi muito irregular e a vaga veio quase que “de favor”, graças a Flamengo e Athlético-PR, mas agora nada disso importa. Diferente do caótico 2019, a próxima temporada poderá ser bem mais planejada. Cabe ao clube, em todas as esferas, fazer isso acontecer e não desperdiçar a oportunidade.

Eles ficam

A diretoria bateu o martelo: Fernando Diniz será o técnico para 2020. O trabalho dele até aqui não é nenhum esplendor em termos de resultados e nem de rendimento do time, mas é inegável o apoio que ele recebe do grupo de jogadores. Eu sigo com a mesma opinião: se for para trocar por um daqueles técnicos “de sempre”, prefiro manter Diniz, até porque o clube trocou dezenas de técnicos nos últimos anos, e parece claro que o problema não era esse. Só cogitaria uma mudança para 2020 se a opção fosse, por exemplo, Juan Carlos Osório, Jorge Sampaoli ou algum outro estrangeiro que pudesse acrescentar algo mais. Chega de mesmice, e isso pelo menos Fernando Diniz não é. Então que ele tenha a oportunidade de iniciar um trabalho no clube.

O mesmo se aplica a Raí, que também vai permanecer no Tricolor na próxima temporada após muitas especulações. A continuidade é um sinal claro que as coisas começam a melhorar. Tomara que isso não fique apenas como uma impressão.

Na mosca

É muito acertada a decisão de colocar a garotada tricolor para jogar na despedida do time no Brasileirão, contra o CSA em Maceió. O resultado é o que menos importa, não vai mudar nada. Mas ficar de olho na promissora base são paulina é um belo atrativo para a última rodada do Brasileirão.

Pechincha

Óbvio que Antony vale mais que os 18 milhões de Euros que os alemães estão oferecendo, e devem levar o atacante. A questão é que a jovem promessa vai acabar indo para o sacrifício, para cobrir os rombos das contas do clube pelo ano em que muitas previsões de receita naufragaram. No desespero, logicamente não viria a proposta mais vantajosa ou mesmo a justa pelo potencial do jogador. É uma pena.


Rodrigo Braga. Tenho 40 anos, sou um paulista, paulistano e são-paulino radicado em Santa Catarina, onde há mais de 20 anos atuo como jornalista. Fui editor de esporte e participei de coberturas de Copa do Mundo, Jogos Pan-Americanos e outros eventos internacionais. Sou louco por futebol, mas, principalmente, sou louco pelo São Paulo Futebol Clube.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Paulo Pinto / São Paulo FC






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