Morumbi
Foto: Evelson de Freitas / saopaulofc.net

Se foi orquestrado, não sei. O fato é que há 48 horas, milhares de são-paulinos estão discutindo sobre ser o Trikas ou não. Enquanto isso, em restaurantes fechados, corredores e bastidores do clube, é quase certo que, no domingo (23/1) os sócios do São Paulo vão aprovar as arcaicas medidas que já passaram pelo Conselho Deliberativo.

Infelizmente, com apresentações de reforços, Trikas, investidor árabe (?), naming rights (?) e tantos outros boatos, o foco nas redes sociais e na imprensa foi totalmente desviado.

Porém, pela primeira vez, temos novidades animadoras para o futuro: grupos estão surgindo para, no mínimo, discordar publicamente das ações internas, escondidas e obscuras do Conselho. Houve manifestação durante a votação do Conselho, cobertura da mídia e todo esse movimento gera repercussão e impacto.

Não estou otimista em relação à assembleia dos sócios. No entanto, o barulho que estamos fazendo já ressoa no clube. Certamente, nas próximas eleições e movimentações, o cenário será outro. O momento é péssimo, mas tenho muitas esperanças de que em breve vamos furar essa bolha de atraso que comanda o São Paulo há décadas.

O apelido

Vou dar ao tema do Trikas a importância que ele deveria ter: no máximo um parágrafo. Acho de mal gosto e não usarei jamais. No entanto, muitos dos contrários caíram numa armadilha antiga: se você não gosta de um apelido, ficar puto é muito pior. Foi o que aconteceu, o tal Trikas bombou e virou uma discussão gigantesca.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

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Sou Anderson Dias, jornalista, já passei dos 30 e todas as minhas escolhas profissionais (e muitas pessoais) são ligadas ao São Paulo Futebol Clube. Me formei em Jornalismo, fiz alguns cursos ligados ao esporte e também pós-graduação em Gestão e Marketing Esportivo.