Dois tempos – Só existe uma forma de voltar a ser grande

Dois tempos é a coluna semanal do Mário Pravato, publicada normalmente às quartas. São dois assuntos diferentes e às vezes pode acontecer uma prorrogação e até mesmo uma disputa por pênaltis! Clique aqui e veja todas as edições da coluna.

Pré-Jogo

Esta coluna iria fazer uma análise sobre a Florida Cup, porém após a histeria coletiva de parte da torcida e de alguns jornalistas plantadores de crise, prefiro recomendar que o leitor leia as colunas do Eduardo Achar, do Eduardo Suguiyama e do Thiego Goularte.

Primeiro Tempo

Está claro que um time do tamanho do São Paulo FC não pode ficar tantos anos sem conquistar um título. A seca atual já é a maior dos últimos 48 anos e desta vez não temos a desculpa da construção ou reforma do Morumbi, quando quase que 100% do orçamento era destinado às obras no Estádio.

Tenho total convicção que o São Paulo já teria saído desta seca se alguma das últimas diretorias tivesse apostado em um ano para reconstrução e dado chance para um dos 300 técnicos que passaram nos últimos anos e não tivesse negociado todos os jogadores que passaram pelo clube nos últimos 3/4 anos (inclusive, Araruna era o ÚNICO remanescente do “título” da Copa Mickey de 2017, há 2 anos…).

Faço uma provocação ainda maior: o melhor cenário dos últimos anos era o rebaixamento em 2017 com o M1TO, com o mesmo sendo mantido para 2018 com tempo para trabalhar, sendo campeão da Série B batendo todos os recordes possíveis e imaginários e quem sabe indo longe na Copa do Brasil. Mesmo com esse cenário apocalíptico, o M1TO não teria caído em 2017, pois sequer teve a chance de usar os reforços (Arboleda e Petros) e Hernanes chegou depois.

Segundo Tempo

O ponto que eu quero chegar aqui é o seguinte: independente do resultado da temporada, uma possível demissão de André Jardine sequer deveria ser cogitada, assim como uma limpeza na equipe ou contratações de baciada na metade da temporada.

O São Paulo precisa de tempo, ninguém é campeão da noite para o dia. E novamente terei que dar o exemplo do Grêmio aqui, que tinha uma espinha com excelentes jogadores, rodeados de jovens promessas, refugos nacionais e internacionais e diversos jogadores desconhecidos. Da piada dos últimos anos, transformou-se em Campeão da Libertadores após a manutenção do corpo técnico e elenco.






Ainda me lembro de uma declaração do Leco em 2018, dizendo que havia chegado a hora do clube ser campeão. Pelo visto o nosso mandatário realmente não entende nada de futebol, ainda mais demitindo técnico e diretoria de futebol a cada 6 meses…

Jardine é o melhor nome para o Tricolor, tem ideias modernas, ofensivas e está cercado de excelentes profissionais. Nosso elenco não é o Flamengo ou o Palmeiras, mas é o melhor dos últimos anos. Ou vocês acham que Abel Braga que não ganha nada importante a alguns anos é tão bom assim? Pedimos Dorival e vocês viram a porcaria que foi…

Se tudo der certo, ainda pode sobrar um Paulistão ou uma Copa do Brasil neste ano no nosso colo, mas isso não vai acontecer se a torcida comparar um torneio amistoso com a disputa do Mundial e deixar de apoiar o time no momento mais importante dos últimos 6 anos!

Mário Pravato Junior

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Rummens

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