Espaço do Torcedor – Juan Carlos Osório é o treinador que o São Paulo busca

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Raí já deixou claro sua obsessão por implantar uma identidade ofensiva no São Paulo. Um estilo de jogo que seja parecido com aquele da década de 90. Quando trouxe Aguirre, que monta times mais defensivos, foi pelo perfil de liderança. Pelo choque. Pensava em alguém que naquele momento trouxesse ‘garra’ aos atletas apáticos em campo – levando também em consideração o pedido de Diego Lugano.

A efetivação de André Jardine aconteceu porque Raí identificou nele o que deseja para o São Paulo. Seu trabalho na base sempre passou por isso; jogo proposto de muita ofensividade. Com times que trocam muitos passes, times de profundidade, times que tinham um número de finalizações por jogo acima da média. O problema é que ele não consegue passar seus conceitos aos jogadores do profissional. E agora classificando ou não para fase de grupos da Libertadores, parece evidente a saída do promissor treinador.






Torna-se totalmente incoerente e atesta mais uma vez a falta de preparo da gestão, contratar alguém com ideias distantes de André Jardine. Além da dificuldade que impõe aos jogadores de adaptar um novo estilo de jogo, nunca teremos a desejada identidade.

Portanto, Osório é o treinador correto. Para mantermos a linha, seguirmos fiel ao que pensamos sobre futebol. Busquem na memória os jogos do São Paulo comandado por Osório. Até em derrotas o time jogava bonito e mostrava-se minimamente competitivo. Com ótimas triangulações, muita profundidade e jogadas bem trabalhadas, Osório deu ao São Paulo em 2015 a ofensividade que Raí procura em 2019. A valorização pela troca de passes era primordial. Tudo muito parecido com o que Jardine tentou implantar. Alguns não gostavam da tamanha ousadia do treinador, diziam que ele ”inventava”, mas bateram palmas quando ele conseguiu fazer o lateral-esquerdo Carlinhos jogar o que nunca tinha jogado. Lá no ataque, como ponta. E muito.

Osório foi traído, Aidar – presidente na época – fez uma série de promessas que não foram cumpridas e, pior, desmontou o time no meio da temporada. O maior exemplo foi o volante Souza, era um dos pilares do meio campo. Aidar palpitava na escalação, chegou até a enviar mensagens cornetas no WhatsApp do treinador. Quando vieram os mexicanos, no meio dessa situação insustentável, Osório aceitou o convite e pediu demissão. Deixando-o trabalhar em paz podemos colher bons frutos.

Hoje, tem problemas na seleção do Paraguai. Algumas informações dão conta de que ele não tem recebido o salário em dia e que a proibição de levar a comissão técnica com ele gerou certo atrito com os dirigentes. Jornalistas do país falam em renúncia do treinador. Há uma reunião de definição marcada para esta semana, daqui a pouco Osório pode estar desempregado. É a oportunidade de ouro para o São Paulo ser coerente em seus propósitos táticos. Osório e São Paulo têm uma sinergia.


Paolo Ricardo, 20 anos, paulistano. Estudante de Relações Públicas. Mas antes de tudo, são-paulino de alma e coração. Que tem como segunda casa o sacrossanto Morumbi.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

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