Está tudo acabado para o São Paulo na Libertadores?

Já de início vamos responder a pergunta do título: NÃO. Longe disso. Sim, o resultado não foi o esperado e sim tem muita coisa errada para ser concertada, mas, felizmente, foi apenas o primeiro de seis jogos da fase de grupos da Libertadores.

E, para falar a verdade, importa como as coisas terminam e não como elas começam, tanto que em nenhum dos anos que fomos campeões da competição continental estreamos com vitória.

Em 1992 perdemos para o Criciúma por 3×0, em 1993 mais uma derrota na estreia, dessa vez para o Newell’s Old Boys. Em, em 2005, empatamos por 3×3 com o The Strongest. Então, ainda há muita coisa para acontecer.

No entanto, não dá para se apoiar nisso. Cada jogo é uma decisão, contra a LDU é entrar para vencer ou vencer, os jogos no Morumbi precisam vir acompanhados dos 3 pontos. Libertadores é isso. O São Paulo fez um bom primeiro tempo diante do Binacional, prova disso é que poderia ter matado o jogo ainda no primeiro tempo, estratégia, aliás, que eu acredito que foi a do time do técnico Fernando Diniz, mas os erros nas finalizações fizeram tudo ir por altitude abaixo, quer dizer, por água abaixo.

Se tivéssemos convertido as chances claras em gols, seriam uns 4×0 logo na primeira etapa da partida FÁCIL e aí voltava para o segundo tempo só para administrar a larga vantagem. Não foi o que aconteceu.

O que podemos tirar de lição?
> Não dá, é INCONCEBÍVEL perder os gols da maneira que foram perdidos ontem. Isso decide partidas.

> Desatenção
Ambos os gols do Binacional contaram com desatenções da parte defensiva do time. É preciso ligar o sinal de alerta. Libertadores cada gol conta, cada ponto faz a diferença e, por isso, não dá para vacilar.

> Administração do elenco
Na situação de ontem, na altitude, em que os jogadores já estavam cansados e não conseguindo nem mais correr, talvez as alterações deveriam ter acontecido mais cedo ou até mesmo mudado a escalação de início pensando nas diversas possibilidades para administrar o lance de estar jogando a quase 4 mil metros de altitude.

Enfim, agora é colocar a cabeça no lugar e a torcida lotar o Morumbi nos jogos contra a LDU (dia 11) e River Plate (dia 17). Serão dois jogos extremamente importantes em que não podemos nem pensar em perder pontos.

Pelo contexto de decepções contínuas que vivemos nos últimos anos é normal estarmos sem um mínimo resquício de paciência, mas vamos apoiar sempre e até quando for impossível e, claro, criticar sempre que preciso.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site






Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

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