Há, sim, uma equipe competitiva no elenco Tricolor

Por Lyncon Pradella

No último domingo, 11, o São Paulo anunciou a contratação do técnico Diego Aguirre para o restante da temporada. Conhecido no Brasil por trabalhos no Internacional e Atlético-MG, o uruguaio é famoso por prezar a intensidade, quesito fundamental para ele. Pensando nisso, comecei a analisar o elenco Tricolor de acordo com as características do novo comandante e notei que há, sim, uma equipe competitiva no clube do Morumbi.

Passada a raiva dos jogos passados, inclusive o da fatídica derrota para o Palmeiras, consegui esfriar a cabeça após a demissão de Dorival e pensei melhor no que o nosso plantel oferece. Passei a acreditar, ainda mais, que o ex-treinador tinha, e muito, culpa no péssimo futebol apresentado pelo São Paulo.

Agora, pensando na equipe do Aguirre, fica evidente que o Tricolor paulista necessita de uma peça ainda: lateral-direito. Não porque Militão esteja mal, longe disso, mas sim porque já está mais do que na hora dele assumir sua função no meio-campo. Com a chegada de um jogador para a lateral-direita, o São Paulo, com intensidade, teria sim, uma equipe competitiva.

A formação acima é a que considero ideal para o Clube da Fé. No 4-1-4-1, com Militão substituindo Petros, Caíque assumindo a vaga de Marcos Guilherme e Brenner como centroavante, o São Paulo seria um time mais leve, rápido e criativo. A entrada de Militão no meio-campo, como um segundo volante que aparece no ataque, liberaria Cueva para jogar livre, sem a necessidade de marcação. Isso porque a jovem promessa, além de ter bom passe e boa infiltração, é um ótimo marcador, assim como Jucilei, a base do meio-campo. Já com o ataque formado por Brenner, Valdivia e Caíque, a intensidade pedida por Aguirre aconteceria de forma natural, já que estamos falando de jogadores rápidos e jovens. A saída de bola adversária seria sufocada e, na sobra, ainda encontrariam dificuldades ao se depararem com dois bons marcadores: Militão e Jucilei. A criação ficaria por conta de Cueva. Ele flutuaria pelo meio, podendo se posicionar da melhor maneira possível para servir seus companheiros.

Como sabemos, o técnico uruguaio gosta de fazer rodízios no elenco, para dar minutagem a todos os jogadores. No Brasil, esta prática não é vista com bons olhos, mas para uma temporada com calendário tão apertado, e uma ideia de jogo que requer um ótimo preparo físico, o rodízio é super coerente. O que não deixaria insatisfeitos, ao menos, dois medalhões que, na equipe ideal, estão fora: Diego Souza e Nenê. Num jogo que o time precisa buscar um empate ou o gol da vitória, a entrada de Nenê no lugar de Cueva, que provavelmente já estará cansado, e de Diego Souza no de Valdivia – puxando Brenner para a ponta – seria uma boa solução. No último jogo, contra o RB Brasil, Nenê fez sua melhor partida pelo São Paulo quando atuou atrás do centroavante. Para completar esta ideia de formação, as possíveis entradas de Marcos Guilherme no lugar de Caíque e de Liziero na de Jucilei, manteria a intensidade de Aguirre, além de lançar o time para o ataque, com Liziero e Militão no meio-campo. Como dito anteriormente, este esquema seria o ideal caso a equipe estiver procurando um empate ou a vitória no segundo tempo.

Uma outra alternativa, mas a que menos gosto, seria Tréllez como centroavante, Cueva aberto na esquerda, Diego Souza atrás do colombiano, sem a função de marcar, Shaylon fazendo as vezes de segundo volante, vindo buscar jogo, e Militão como o primeiro homem de marcação no meio. Esta formação claramente retira a intensidade do jogo. Cueva, Tréllez, Diego Souza e Shaylon não são conhecidos pela marcação pressão. No quesito criação, entretanto, seria uma boa alternativa em jogos mais calmos. Cueva, Diego Souza e Shaylon possuem bons passes e serviriam muito bem ao único centroavante raiz da equipe. O desafogo da velocidade ficaria por conta de Marcos Guilherme.






Esta formação, porém, pode ter a intensidade como aliada com algumas mudanças, que coloco abaixo.

Com a entrada de Brenner no lugar de Tréllez e a de Petros no lugar de Militão, a equipe ganharia combate ofensivo, com o jovem jogador da base realizando marcação alta com Cueva e Marcos Guilherme, e combate mais atrás, com Petros.

Por fim, como sabemos, o São Paulo provavelmente não contratará um lateral-direito bom para o restante da temporada. Pensando nisso, deixo acima a formação ideal para início de trabalho, com Militão na sua posição atual e Liziero ou Shaylon disputando sua vaga no meio-campo. Veja bem, gosto de Petros, mas ele não agrega nada ofensivamente, diferente dos dois jovens e bons jogadores. Ambos têm qualidade no passe.

Enfim, Aguirre possui boas peças para montar uma equipe competitiva e rotativa, que oferece opções de esquemas durante o decorrer das partidas. Com intensidade, essa equipe pode ir longe.

* A opinião do colunista não reflete a opinião do site

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