Liziero no lugar de Pato. Será?

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Amigos Tricolores

Escrevo esse texto pouco antes do jogo do Goiás. E ao começar escrever, soube que o mesmo foi cancelado, mas a ideia do artigo já estava na cabeça. Durante a semana, para esquecer um pouco do vexame contra o Mirassol, o assunto foi Liziero versus Pato e com isso, a possível mudança tática do Diniz.

Mudança de tática

Uma coisa é fato, do jeito que está não está dando certo. O time até encaixou antes da Pandemia, fez bons jogos com boas vitórias, mas como já é normal nesse time, nos iludimos com pouco e na sequencia, contra Red Bull e Mirassol, o São Paulo mostrou sua verdadeira face, aquela que estamos cada dia mais acostumados. A porrada contra o Mirassol, doeu, não vou negar, mas foi apenas mais uma, mas é isso, o time é o retrato do seu líder, do presidente, que é a cara da derrota.

Não se sabe se com Liziero o São Paulo volta para o 4-4-2, tão famoso na década de 90, ou se vai para o 4-1-4-1 que é uma das grande invenções dos técnicos. Eu ainda apostaria em um São Paulo no 3-5-2 tendo um bom jogador na saída de bola entre os zagueiros, jogando verdadeiramente como um líbero, como foi Valber na era Telê, esse aliás, se tivesse cabeça teria sido melhor que Franco Baresi, outro monstro, que fique registrado. Até mesmo sendo Liziero esse jogador. Por que não?

Liziero tem um bom passe, isso é fato, mas ultimamente tem entrado no mesmo ritmo do time, que aliás cada dia mais claro, que entra em campo para fazer um favor ao torcedor. No papel, a ideia pode dar certo, já que o Pato está mais preocupado em virar uma estrela do SBT do que jogar.

É o que dizem, Pato é um craque, mas com a cabeça nas nuvens. Se tivesse o mesmo foco que o Pablo por exemplo, teria sido titular das Copas de 2010, 2014, 2018 e ainda poderia estar na de 2022, mas Pablo tem foco e não talento, Pato, o contrário. Talvez um banco o faça tomar uma cartada do sogro e quem sabe acorde?

Meio campo mais forte

Um jogo de futebol se ganha no meio de campo. Quem o domina, vence. Isso desde 1930 quando o futebol começou a ganhar força na vida do brasileiro. No esquema 4-3-3, em que o técnico exige que todos recomponham, o que é chato para caramba, pois o camisa 9 as vezes está jogando atrás do camisa 4, o meio de campo fica um pouco vulnerável quando os atacantes não fazem a recomposição tática a tempo, entretanto, quando o São Paulo recupera falta velocidade para chegar ao ataque, pois a recomposição está quase na defesa tricolor, tempo o suficiente para a defesa adversária se recompor e matar o contra ataque.

Se Liziero entrar para dar mais liberdade a Igor Gomes, Vitor e Pablo, tem meu voto de confiança, mas se é para ser mais um ali, embolando o meio e ficar tocando de lado, ai, eu vou reprovar. O São Paulo é campeão mundial em passe de lado. Mais um título da era Leco!

De fato o time ganha mais opções. Daniel Alves pode cair pela direita, sendo mais “agressivo” deslocando Igor Gomes para o meio, armando o time e deixando Liziero na cobertura ao lado de Tchê-Tchê. Liziero pode ser mais adiantado, deixando Reinaldo mais preso na marcação, apostando na qualidade muito superior do jovem versus ao limitado lateral que temos, que serve muito mais para ser a alegria do café da manhã do que alegria do torcedor.

Em campo, vamos ver!

No papel tudo é lindo e perfeito.

Resta saber o que passa na mente do Diniz e como ele vai organizar, mas o fato de querer mudar, me dá uma pequena esperança por dias melhores, mesmo sabendo que o atual elenco, com raras exceções, tem o mesmo ânimo de entrar em campo que a minha filha tem em dispensar o hambúrguer do McDonalds por um pratão de alface e agrião…


Felipe Morais. Publicitário, apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube. Sócio da FM Planejamento, Palestrante sobre marketing digital, comportamento de consumo e inovação. Autor dos livros Planejamento Estratégico Digital (Ed. Saraiva) e Ao Mestre com carinho, o São Paulo FC da era Telê (Ed Inova) – www.livrotele.com.br

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Rummens

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