Memórias de um Tricolor – Dá-lhe dá-lhe Tricolor!!!

Memórias de um Tricolor é a coluna do Thiago Francisco, sempre publicada às quartas-feira. Muitas memórias passarão por este espaço!

Hoje decidiremos nosso principal campeonato, espero que consigamos a virada, porém mesmo que o tricolor passe pelo time argentino uma coisa é certa: nosso técnico ainda estará balançando no cargo. Ser técnico do São Paulo nunca foi tarefa fácil, mesmo o Telê teve suas “cornetagens” enquanto esteve no tricolor. Jardine já é o que chamamos de um demitido em atividade no tricolor, pois quando nossa torcida pega no pé, dificilmente o treinador consegue dar a volta por cima.






No ano de 2003 tínhamos um “excelente” treinador, seu nome? Oswaldo de Oliveira. Alguns jornalistas da época ainda o chamava pelo apelido de Oswaldinho, torcedores na arquibancada preferiam a alcunha de estátua de Oliveira, graças a sua total inércia na beira do campo, Oswaldo ia para todos os jogos como se estivesse indo para um velório, o time tinha sua cara, representando o treinador dentro de campo vinha ele: Ricardinho.

Ricardinho, aquele que hoje é comentarista na Sportv era a imagem e semelhança de seu treinador, apático, jogava parecendo que estava fazendo um favor ao time, time esse que se especializou em construir o resultado e conseguir um empate no fim do jogo, era impressionante como não dava para ficar sossegado nos jogos do São Paulo na época, a gente complicava qualquer vitoria fácil, o time não tinha muita estabilidade psicológica, era formado por garotos recém-saídos da base, como Kaká e Julio Baptista e jovens promessas como Luis Fabiano, toda essa bomba sob o comando da batuta do nosso “maestro” Ricardinho.

A torcida pegava mesmo no pé de Oswaldinho e ele não fazia por menos, conseguiu tomar dois a zero do poderoso São Raimundo lá em Manaus, mas o mais impressionante aconteceu na outra fase, no jogo de ida após o tricolor abrir dois gols de diferença, nosso técnico mostrou toda sua competência e conseguimos tomar o empate, trazendo para o Morumbi na bagagem um empate. Na volta no nosso estádio, logo no inicio do jogo o Gama abre o placar, o que faz a arquibancada esquecer-se do jogo e voltar toda sua atenção ao digníssimo treinador, porém nosso ataque era bom demais com Fabuloso e Reinaldo formando a dupla de frente. Enfiamos cinco gols no time de Brasília, mas ainda assim, mesmo com a goleada a torcida não perdoou nosso entregador de coletes, cantavas canções que não me esqueço até hoje, algo como “seremos campeões…. sem o Oswaldo”, nosso técnico mostrando toda sua força, ao ser vaiado mesmo com o time goleando, abandonou o jogo, foi para o vestiário, ali ele era mais um demitido em atividade.

Hoje infelizmente vivemos situação parecida, dificilmente Jardine vai se recuperar, não sou a favor de sua demissão, até porque no mercado, disponível hoje em dia, só vejo “Oswaldos”, mas não faço coro com o senso comum da imprensa, que diz que time campeão tem que ter seqüência de trabalho de um técnico, o time campeão da Libertadores começou com Leão e terminou com Paulo Autuori em um período de no máximo 8 meses. Não existe receita para um time campeão, mas existe receita para jogos do São Paulo no Morumbi, seja Talleres ou Barcelona, se chegar no Morumbi o favorito é o tricolor, não interessa, é jogar lá em cima no campo deles e no mínimo finalizar umas 25 vezes à gol!


Thiago Francisco. Sou da Zona Leste de São Paulo e professor de história desde 2014, tenho 34 anos, frequento a arquibancada amarela do Morumbi, sempre atrás da bandeira do escanteio do lado da azul, não acredito em superstição, mas quando eu não tô lá naquele lugar sempre algo dá errado…

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Marcelo Ferrelli / Gazeta Press

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