Foto: Divulgação/saopaulofc.net

Um dos pilares de orgulho do são-paulino é entoar o cântico que diz que o time nunca foi rebaixado. Com a escassez atual de títulos importantes, é notório que o seu passado é a válvula de escape de um time que já foi a referência do país. A história é imensa; o presente, uma lástima.

Se, no início do anos 2000, o Tricolor era referência por ser um clube de ponta e moderno, hoje restam apenas as memórias desses tempos áureos. Obsoleto em todos os aspectos – do estádio ao tratamento de jogadores -, o São Paulo é atualmente um arquétipo daquilo que mais desprezava. E a culpa, é claro, só pode recair para o mesmo grupelho que comando o time há décadas.

Após ser superado em número de conquistas nacionais, em estrutura e em constância no topo, o próximo passo do time parece ser realmente a segunda divisão. Afundado em dívidas e sem perspectiva de melhoras, o clube tem como única carta-trunfo a experiência em Cotia. Porém, nem isso consegue salvar o São Paulo das vergonhas atuais que o seu torcedor é obrigado a encarar. De eliminações a goleadas, o são-paulino vai se acostumando a ser uma piada para outros torcedores.

A verdade que precisa ser dita é uma só: o São Paulo, cujas glórias fizeram morada em um distante passado, moralmente já está rebaixado. E a goleada sofrida para o Flamengo é bastante elucidativa para demonstrar a discrepância atual entre os clubes. Foi uma devassa; com quase 50 mil guerreiros nas arquibancadas, o time foi completamente humilhado justamente por aquele que assumiu o seu lugar em referência no esporte nacional.

Um clube que faz por merecer cada vexame que coleciona. Um ex-grande em atividade, pois.


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Matheus Tévez é formado em Direito pela UFBA, cursa Letras, além de ser professor, escritor e articulista. Mas a sua grande virtude é ser são-paulino doente desde os tempos em que Válber doutrinava na zaga.