Foto: Miguel Schincariol / São Paulo FC

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Após uma campanha consistente na maior parte do Campeonato Brasileiro, o São Paulo enfrenta uma sequência de resultados negativos em um momento crucial para quem está na briga pelo título. A equipe do técnico Fernando Diniz, há 3 rodadas estava com 7 pontos de diferença para o segundo colocado. Hoje depois de 3 tropeços consecutivos, a “gordura” foi queimada, com apenas 1 ponto separando São Paulo e Internacional. As duas equipes se enfrentam nesta quarta-feira, no Morumbi, e a partida deve ser encarada como um divisor de águas pelo elenco tricolor. Para um clube que está na seca de títulos, e por tudo que sofreu durante a temporada, agora é o momento de virar a “chave”, pois não existe mais tempo e nem margem para continuar errando.

As duas derrotas para Bragantino e Santos (reservas) foram extremamente decepcionantes para o torcedor, que com toda certeza considerava que na pior das hipóteses o time conquistaria no mínimo 4 pontos. Além das derrotas, a equipe não apresenta mais o mesmo futebol que o colocou na liderança. A última boa atuação no Brasileirão foi contra o Atlético Mineiro, na vitória de 3×0. De lá para cá, foram 6 jogos contando as partidas de semifinal da Copa do Brasil, e podemos dizer que de todos esses jogos, o São Paulo mesmo que perdendo só fez uma boa exibição no jogo de ida na Arena Grêmio, onde mostrou força ofensiva, criou chances de gols (mesmo que não tenha feito) e cometeu poucos erros (em comparação aos jogos seguintes).

Depois da eliminação na Copa do Brasil, o futebol apresentado pelo Tricolor faz o torcedor lembrar daquela equipe que foi eliminada pelo Mirassol no Campeonato Paulista e que sequer passou da fase de grupos da Libertadores. Um futebol previsível, sem objetividade ofensiva e um total abuso de erros de passe e posicionamento na saída de bola. Sem contar com a queda de produtividade de algumas peças importantes no elenco, como Daniel Alves, Brenner, Gabriel Sara, Reinaldo e Igor Gomes. A ausência de Luciano é muito sentida, pois nenhum reserva consegue entrar e dar conta do recado.

Pablo vai mal, Carneiro e Tréllez por mais que se esforcem ainda é insuficiente, Vitor Bueno não transmite confiança e a melhor opção, mesmo que não seja a ideal, acaba sendo o Tchê Tchê que mesmo criticado por boa parte da torcida é o jogador mais polivalente do elenco, o verdadeiro “coringa” do Diniz. Nesse momento ele é o responsável direto pelo “pontinho” de esperança conquistado em Curitiba, no empate em 1×1 com o Athletico e faz com que exista a possibilidade de enxergar o futuro próximo como um copo meio vazio ou meio cheio.

Grande parte da torcida se abalou com esses resultados negativos, retomando as críticas do passado e deixando todo aquele entusiasmo de lado. Muitos afirmam que o favoritismo acabou, que o título está sob forte ameaça e que esse grupo não vai ter força para se manter na ponta até o final do campeonato. O que de fato, pelo momento que a equipe atravessa, é uma maneira de pensar. Enxergar um copo meio vazio.

Obviamente que é difícil olhar algo de positivo em uma conquista de 1 ponto nos últimos 3 jogos. Mas é esse ponto que ainda deixa o São Paulo na liderança e que permite com que o torcedor possa olhar a sequência de jogos como um copo meio cheio, onde uma vitória contra o Inter abre a chance de recolocar o time nos eixos, já que após esse confronto direto, o Tricolor enfrenta o Coritiba em casa e depois vai até Goiânia jogar contra o Atlético-GO, dois jogos contra equipes da parte de baixo da tabela.

Sendo assim, cabe ao elenco e a comissão técnica do Diniz mostrarem dentro de campo qual copo irão entregar. O copo meio vazio ou meio cheio?


Luigi Selmo. 24 anos, paulista de Osasco, criado e morando em Florianópolis. Formado em Geografia pela UFSC. São-paulino desde pequeno, completamente apaixonado por futebol e futuro comunicador esportivo.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Miguel Schincariol / São Paulo FC