Após mais de 5 anos de Leco na presidência do São Paulo, temos um novo mandatário até 2023

Começou 2021 e com ele já temos muita expectativa e mudanças no São Paulo. Além da possibilidade clara de um título do Campeonato Brasileiro (que poria fim a essa vergonhosa seca de taças), tomou posso ontem (1/1) à noite o novo presidente do clube, Julio Casares.

Nomes como Muricy Ramalho (coordenador de futebol), Carlos Belmonte (gerente de futebol) e Eduardo Toni (diretor de marketing) já foram confirmados, e outros serão anunciados nos próximos dias. A expectativa é pelo anúncio do gerente executivo de futebol, que deve ser um nome do mercado, sem necessária ligação anterior com o Tricolor.

Casares tem grandes desafios à frente, sendo dois principais: o futebol e as finanças. Especula-se que o São Paulo tenha fechado o ano de 2020 com uma dívida que pode chegar perto dos R$ 800 milhões. O marketing, que é sua área de atuação, também precisa ser reformulado.

Politicamente, o clube também precisa se modernizar. O sistema de eleição fechado, a desproporcional ascendência do clube social sobre o futebol e a politicagem precisam ser enfrentadas, em muitos casos, com alterações no estatuto.

Com todas as dificuldades, Julio Casares e sua equipe vão conseguir entregar o São Paulo melhor do que o deixado por Leco? Apesar da base de comparação parecer fácil (já que Leco foi o pior de nossa história), acredito que sim. O novo presidente tem uma visão mais moderna do que é gestão e por outro lado conhece muito bem o clube internamente. Desde que se cerque de pessoas competentes e corretas em todas as áreas, é possível fazer um trabalho de grande nível e, principalmente, devolver o nosso São Paulo ao patamar que ele merece.

Fica aqui meu sincero desejo de ótimo trabalho ao Casares e a todos que estarão nessa empreitada. O Arquibancada Tricolor, como sempre, vai acompanhar de perto e fiscalizar esse trabalho, sempre de forma idônea, criticando ou elogiando quando julgar necessário.

Obs: Não quero comentar a bizarrice proporcionada pela esposa de um conselheiro durante a cerimônia de posse. Por mais que seja engraçado, aquilo foi mais um sintoma do nível político interno do São Paulo, que nada tem a ver com o clube fundado em 1930.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC