Os erros e acertos do São Paulo em 2018

Por Matheus Conceição

Apesar de ainda estarmos na briga pelo G4 do Campeonato Brasileiro, já é possível fazer um balanço do que foi o nosso ano. Independente da vaga direta na fase de grupos, pode-se estimar como se comportou o nosso time dentro e fora dos gramados nesse ano de altos e baixos do Tricolor.

Observação importante: sabemos que opinião é algo particular e que há verdades múltiplas em cada situação da vida. Por isso, deixamos claro que aqui é mais uma dentre tantas opiniões de acordo com os fatos que se sucederam ao longo do ano para o nosso Tricolor. Selecionamos três principais acertos e erros. Vejamos então:

Acertos

1. DIRETORIA COM ÍDOLOS DO CLUBE: é notório que, em uma gestão, o primado pela competência deve nortear qualquer clube do mundo. Apesar disso, temos que ter a noção de que valorizar pessoas identificadas com a história do time é fundamental para trazer um pouco do coração que fora perdido em um passado recente. Nesse quesito, ter Raí, Lugano e Ricardo Rocha tem feito muito bem ao São Paulo;

2. VALORIZAÇÃO DAS DIVISÕES DE BASE: diferente de outros anos, o clube procurou inserir os jovens da base paulatinamente nos jogos do São Paulo. Pudemos ver o crescimento e a tomada de titularidade de joias do clube, como os exemplares Luan e Liziero. Além disso, há uma perspectiva de futuro promissor para jovens como Helinho, Antony e Brenner, jogador este que, a despeito de algumas severas críticas, é novo e tem muito a evoluir no São Paulo;

3. FORMAÇÃO DE UM ESQUELETO: ainda que saibamos que não foi um ano vitorioso, pudemos nos certificar de que, com a chegada de reforços específicos, teremos uma boa base de grupo. Uma zaga que, durante boa parte do ano, mostrou-se muito bem, três volantes de qualidade e dois jogadores que podem desequilibrar um jogo: Éverton e Rojas. Por sinal, duas contratações muito boas e dignas de aplausos. Apesar de jogadores bastante contestados, como os casos de Edimar e Rodrigo Caio, caso a diretoria saiba valorizar os pontos fortes da equipe, um olhar pontual nas contratações pode fazer um São Paulo forte em 2019;

Erros

1. GOLEIROS: Sidão conseguiu fazer uma unanimidade dificilmente vista no futebol. Ele se consolidou como um atleta desprezado pela quase totalidade da torcida, além de tornar a posição de goleiro, que já foi a referência do clube, uma grande piada para os rivais. Exceções feitas a alguns jogos em que salvou a meta, o normal de Sidão é não passar nenhuma tranqüilidade a quem assiste aos jogos do São Paulo. Não à toa, perdeu a titularidade para Jean ao final do Brasileirão. Contudo, o goleiro agora titular também não é nosso goleiro dos sonhos e tem certa dificuldade com a saída do gol, além de também não estar ainda totalmente maduro. Certamente o torcedor do São Paulo espera uma correção nessa posição no ano que vem, com a contratação de um nome de peso e que possa estar pronto. Jean ainda não está;

2. VENDA DE MILITÃO: apesar de não ter muito o que fazer diante da vontade do atleta em não renovar, ficou nítido que sua saída representou um marco do clube. Antes de deixar a equipe, Militão era responsável por ser um dos principais atletas do elenco. Avesso a entrevistas e muito discreto, virou o dono da direita tricolor e fez excelentes jogos. Após sua ida para o exterior, o São Paulo ficou órfão e a chegada de Bruno Peres apenas demonstrou o quanto a joia de Cotia era fundamental para a busca do título;






3. DEMISSÃO DE AGUIRRE: antes de entrar no mérito, é válido ressaltar que a confirmação de Jardine como técnico para 2019 foi uma ótima decisão do clube. André Jardine é vitorioso nos três anos de base, tem uma filosofia de jogo que se encaixa com os padrões do clube e busca incessantemente a vitória. Porém, é inegável que a demissão brusca de Diego Aguirre, no meio de um trabalho, demonstra a falta de planejamento e de visão dos cartolas do Morumbi. O uruguaio conseguiu colocar o São Paulo no topo do Brasileirão, algo que não víamos desde a época de Muricy. Voltamos a ser respeitados, a nos impor fora de casa, quebramos tabus importantes (vide a histórica vitória sobre o Atlético na Baixada) e fomos campeões de um turno. Independente da queda de produção da equipe, inegável o dedo de Diego Aguirre para um São Paulo de volta às brigas de título. E era um trabalho de apenas meses. Não deram a oportunidade de ele poder demonstrar que seu trabalho dependia de mais tempo e mais jogadores de qualidade. Infelizmente, a cultura de resultados imediatos ainda prevalece no futebol e o São Paulo, antes vitrine, parece ter caído na mesmice dos demais clubes.

E vocês? Concordam com essa análise?

Deixem seus comentários e fiquem à vontade para concordar ou discordar.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Rummens

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