Pé de Pato

A Coluna do Felipe é publicada às quintas-feiras pelo Felipe Morais e sempre trará detalhes sobre a rica história do Tricolor! Clique aqui e veja todas as edições da coluna.

Amigos Tricolores

Quando Alexandre Pato surgiu, aos 17 anos para o futebol, ele teve uma precoce e meteórica explosão. Bastou ele fazer um golaço no time da “Tia Leila” na casa deles, na sua estreia para a imprensa o colocar como “o novo Pelé”. No futebol temos essa mania, basta o jogador fazer um gol ou um bom jogo e pronto, surgindo o novo Pelé, novo Zico, novo Careca… recentemente vimos isso com Helinho. O garoto fez um golaço contra o Flamengo, todos o endeusaram, hoje, se coloca um meia de origem, Vítor Bueno, no ataque ao invés do Helinho que é da posição. Antony está em uma péssima fase (apesar que no jogo contra o Avai ele teve mais vontade e foi mais ousado) e não vemos Diniz substituir um pelo outro, ou, Helinho entrar no lugar de Pato exemplo. Cito Helinho, mas poderia citar muitos outros que na base eram craques e no profissional não vingaram mesmo sendo endeusados pela imprensa e por alguns torcedores. Certa vez li que o Brasil tem carência de ídolos e por isso qualquer um que faça algo diferente se torna ídolo. Talvez seja isso que afetou o psicológico de Antony. Apenas uma suposição, porque bola ele tem.

Desencanou?

Ao finalizar o jogo contra o Avai, fui até o shopping e pude ouvir, no carro, um pouco do grande Cláudio Zaidan comentando sobre Pato. Ele descreveu de forma perfeita a carreira do atacante: surgiu cedo, chamou a atenção do Milan que o levou para substituir ninguém menos que Andriy Shevchenko, um dos maiores atacantes da sua geração! Olha a responsabilidade. E o começo do Pato foi ótimo na Itália, mas muitas contusões atrapalharam o jogador. Seu relacionamento com a filha do todo poderoso Silvio Berlusconi fez o jogador ficar mais próximo dele do que do técnico. Em pouco tempo era muito dinheiro e obviamente fama, mas com muitas contusões que o privavam de jogar seu futebol de enorme potencial. Pato desencanou do futebol. Concordo com a opinião de Zaidan.

Seleção?

Quando Diniz chegou ao tricolor ele deixou claro que enxerga no Pato um jogador diferenciado, como realmente é. Disse que era para o atacante ter disputado pelo menos 3 Copas do Mundo. Se tivesse exercido em campo todo o potencial que tinha desde a base do Internacional de Porto Alegre, arrisco dizer que seria titular nas 3 Copas que disputaria. Em 2010, por exemplo, havia Grafite e Nilmar na seleção, em 2014 Bernard, Hulk e Jô. Em 2018 Taison. Pato joga, se exercido seu potencial, mais que qualquer um desses que estiveram nas últimas Copas, mesmo que apenas a passeio.


O que ocorre com o jogador?

Hoje casado com a filha do maior gênio da TV mundial, xará de Berlusconi, Silvio Santos, faz com que, mesmo que sejam discretos, seja alvo de sites e revistas de fofoca. Pato, querendo ou não, se tornou uma celebridade do futebol.






Vemos em campo um Pato desatento e até meio perdido. Quando a bola vai para o seu pé, quase sempre algo de bom sai, porque talento ele tem, é acima da média, mas falta um pouco mais de vontade. O gol que ele perdeu contra o Avaí, eu esperaria o Raniel, Calazans, Ytalo, Kieza perder, não o Pato! Ali mostrou toda a sua displicência como se soubesse “eu sou craque e resolvo na hora que eu quero…” mas não o fez. O fato de ter ficado p da vida com o lance, não foi, na minha opinião teatro, ele ficou mesmo, isso mostra comprometimento. As informações que tenho dele, são as melhores, cara de grupo, educado com os fãs, todos gostam dele, não é esnobe e nunca se ouve falar de algum escândalo ou algo que tenha feito em uma balada, como a celebridade Neymarketing é alvo semana sim, a outra também.

Volta Pato!

Queremos aquele jogador da 1ª passagem no São Paulo. Você é diferenciado, você é dos melhores atacantes do Brasil, apenas exerça isso em campo!


Felipe Morais. Publicitário, apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube. Sócio da FM Planejamento, Palestrante sobre marketing digital, comportamento de consumo e inovação. Autor dos livros Planejamento Estratégico Digital (Ed. Saraiva) e Ao Mestre com carinho, o São Paulo FC da era Telê (Ed Inova) – www.livrotele.com.br

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

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