Planejando o São Paulo para 2018

Por Lyncon Pradella – Redação Arquibancada Tricolor

Olá são-paulinos, como estão? Me chamo Lyncon Pradella e estreio minha coluna aqui na Arquibancada Tricolor realizando um exercício que, acredito eu, todos os amantes deste clube estão fazendo: a de se passar por dirigente e planejar o São Paulo para 2018. Quem contratar? Quem vender? Quem manter? Estas e outras questões coloquei abaixo. Espero que leiam e concordem ou discordem de mim. O debate saudável é o nosso melhor amigo.

Antes de planejar um time para a próxima temporada, é preciso olhar para o elenco que termina a atual e se questionar: quem merece continuar? Essa é a principal prioridade num início de planejamento. Todos sabemos que o ano não foi fácil, mas nem tudo é descartável, muito pelo contrário.

Entre os que merecem uma atenção especial da diretoria está Jucilei. Não preciso enumerar os motivos para permanência do volante. Suas atuações durante a temporada e o modo como tratou a reserva já falam por si só. Peça fundamental para a reabilitação da equipe no Campeonato Brasileiro. Seu Leco e Vinicius Pinotti precisam parar de encontrar desculpas e fazer tudo o que for possível para contratá-lo. O jogador já manifestou interesse em continuar e afirmou que até baixaria o salário. Sua contratação seria nosso reforço principal para 2018. Digo isso em vista que o caso do Hernanes é muito mais complicado. Seu passe é elevadíssimo e o salário gigantesco. Além do mais, seu empréstimo vai até julho, ou seja, um semestre inteiro ainda para que os dirigentes encontrem formas de, ao menos, mantê-lo até o final do ano. Não existe uma urgência de imediato, diferente de Jucilei.

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

A segunda prioridade também não é segredo para qualquer torcedor: as laterais, especialmente a direita. Esta semana saiu a notícia que Dorival indicou o lateral-direito Victor Ferraz, com quem trabalhou no Santos. Vejo com bons olhos o nome do santista. No estilo de jogo que o nosso comandante gosta, Ferraz se encaixaria muito bem. Para a reserva, entretanto, crio uma polêmica: não dispensaria o Buffarini. O argentino foi eleito o melhor de sua posição na Libertadores de 2014, pelo San Lorenzo, e já fez bons jogos pelo Tricolor. No entanto, o hermano sofreu com mudanças de treinadores e de ideologias. Ao meu ver, não pode ser taxado como um jogador medíocre e que “não merece vestir a camisa do São Paulo”. Ainda tem lenha para queimar e seria útil a Dorival. Por sua vez, na esquerda as coisas parecem estar mais definidas. A contratação definitiva do Edimar e a volta iminente de Reinaldo, que fez duas ótimas temporadas fora do clube, parece ter definido a situação da lateral-esquerda. Eu, contudo, não descartaria uma investida no Zeca, outro jogador que se destacou com Dorival e pode jogar nos dois lados da posição. Quem sabe ele queira reeditar a parceria com o treinador? Vale a pena tentar.

Agora as coisas ficam um pouco mais complexas e espero a compreensão do torcedor. Acho o Cueva um excelente jogador, adoro acompanhar seus jogos (quando ele está motivado), sei que é capaz de mudar uma partida, mas seu descompromisso com o grupo – visto quando se recusou a ficar no banco no clássico contra o Santos na Vila Belmiro, seu atraso após classificação do Peru e seus mais diversos jogos de baixo nível – me preocupa. Isso porque tenho toda a certeza desse mundo, e posso estar errado – espero! -, que ele voltará para 2018 com nenhum foco no São Paulo. Há seis meses do Mundial, seu comprometimento e sua mente estarão na Rússia, ainda mais que o Peru não classificava para Copa há 36 anos. Com isso, buscaria no mercado um nome para ser seu reserva imediato. Analisando friamente, apostaria em Guerra. Outro sul-americano, encostado no rival e com futebol semelhante ao peruano. Vale a investida. Claro que o ideal seria alguém com nome mais pesado, como Alexandre Pato, mas, atualmente, é algo quase que inviável. Precisamos ser criativos no mercado. Já para a volância, além de Jucilei, a manutenção de Hudson e o retorno do jovem e promissor Artur são essenciais, ainda mais que a permanência do Jucilei é incerta.

Para o ataque contrataria no máximo dois pontas para auxiliar e disputar vaga com Marcos Guilherme. Um com nome mais pesado e um segundo mediano. Lucca, do Corinthians e que jogou a temporada de 2017 na Ponte Preta, me agrada, mas não em uma troca com Jr. Tavares. Irreal se isso acontecer. O reserva para Pratto tem que ser, e acredito que será, o Brenner. A garotada, inclusive, merece mais chances ano que vem, principalmente Lucas Fernandes e Shaylon – este último fez duas ótimas partidas jogando em sua posição de origem, e não como vinha entrando antes, no lugar do Cueva. Grande potencial.

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Enfim, torcedor, nas minhas contas e no meu planejamento, o São Paulo precisa de cinco a seis peças pontuais e nada mais. Não podemos nos dar ao luxo de gastar o pouco dinheiro que temos com jogadores descartáveis igual aconteceu em 2017. O segredo é manter 80% do time titular e trazer jogadores qualificados para reforçar as posições carentes, o banco de reservas e para dar opções ao Dorival quando houver a necessidade de uma mudança tática.

E aí, torcedor? Concorda ou discorda de mim? Me segue lá no Twitter @lynconpr e vamos debater juntos!

Comente com sua conta do Facebook: