Relembre a conquista do Tri da Libertadores

Há 15 anos, o São Paulo se consagrava tricampeão da Libertadores da América, após golear o Atlético Paranaense por 4×0, no Morumbi. Os gols marcados por Amoroso, no primeiro tempo, Fabão, Luizão e Diego Tardelli, no segundo, levaram o Tricolor a se tornar a primeira equipe brasileira a conquistar o tri da competição mais importante das Américas.

Campeão Paulista e Fase de Grupos

No começo daquele ano, sob o comando do técnico Emerson Leão, o São Paulo conquistou o título Paulista, terminando o regional como o melhor ataque e a segunda melhor defesa. Assim, a equipe chegava confiante para a disputa da Libertadores.

Na primeira fase, o São Paulo não teve grandes problemas para se classificar na liderança de um grupo com Universidad de Chile, The Strongest (Bolívia) e Quilmes (Argentina). Mas uma mudança seria fundamental para o decorrer da trajetória do clube: a saída de Leão, que assumiu o time japonês Vissel Kobe, deixou o Tricolor sem técnico para a quinta partida. No jogo seguinte, o experiente treinador Paulo Autuori passou a comandar a equipe.

Rival nas Oitavas e o Brilho de Rogério

Na segunda fase da disputa, o São Paulo encarou o rival Palmeiras. O primeiro jogo aconteceu no Parque Antártica e um golaço histórico de Cicinho marcou a vitória são-paulina por 1×0. Já no Morumbi, o São Paulo não teve vida fácil, com a expulsão de Josué, no início do segundo tempo, a equipe sofreu, mas garantiu a classificação com gols de Rogério, de pênalti, e Cicinho, nos acréscimos.

Chegando nas quartas de final, o adversário era o Tigres, o time mexicano encarou o Tricolor no Morumbi e sofreu uma goleada, com dois gols de Rogério Ceni, de falta, um de Luizão e um de Souza. O goleiro artilheiro ainda perdeu um pênalti, mas o chocolate estava garantido: 4×0. Apesar da derrota por 2×1 no jogo de volta, o passaporte para as semifinais estava carimbado.

Batalha contra o River Plate e final brasileira

O adversário da penúltima fase do torneio não seria missão fácil, o River Plate tinha conquistado a melhor campanha da primeira etapa. Além disso, a equipe do Morumbi teria que contar com alguns ajustes com a ausência de Cicinho, na seleção e Edcarlos, na seleção Sub-20. Outra alteração foi a chegada de Amoroso para substituir Grafite que estava lesionado. No primeiro jogo, o time argentino jogou pelo empate e a vitória no Morumbi começou a se desenhar apenas no segundo tempo, os gols de Danilo e Rogério Ceni (de pênalti) deram a vantagem aos brasileiros. Na partida decisiva, mesmo com o placar agregado favorável, o São Paulo venceu por 3×2 e garantiu a vaga para a final.

A decisão contra o Atlético Paranaense marcaria a primeira final brasileira da competição. Com a decisão da Conmebol de impedir que o jogo acontecesse na Arena da Baixada, por conta da capacidade menor do que os 40 mil lugares exigidos pela entidade, a equipe do Paraná teve seu mando de jogo transferido para o Beira Rio, no Rio Grande do Sul. Assim, os “donos da casa” saíram na frente com gol de Aloísio Chulapa, que posteriormente disputaria o mundial daquele ano pelo Tricolor Paulista. O empate veio com o gol contra do zagueiro Durval.

Em 14 de julho de 2005, o Morumbi recebeu mais de 71 mil torcedores, que lotaram o estádio para festejar a goleada e comemorar o título. Cinco meses depois, o São Paulo desembarcaria no Japão para jogar o Campeonato Mundial de Clubes da Fifa, do qual seria campeão. Mas isso é história para uma próxima ocasião!

E você, torcedor? Conta para gente quais são as suas principais lembranças dessa conquista!


Giovanna D´Ark. Tenho 22 anos, sou formada em Jornalismo e apaixonada pelo São Paulo. Gosto de ler e escrever e, claro, estar no Morumbi para acompanhar o tricolor em todos os momentos.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: SPFC

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