#TBTricolor – Por que a queda na Pré-Libertadores não foi tão dolorida para o torcedor do São Paulo?

A coluna #TBTricolor escrita pelo Jean Cláudio será publicada sempre às quintas-feiras com o foco na história do Tricolor!

Relembre três eliminações que foram muito mais sentidas pela torcida Tricolor

Após uma conversa em uma roda de amigos durante o fim de semana, me questionei o motivo pelo qual os torcedores do São Paulo não ficaram tão decepcionados após a eliminação do time contra o Talleres. Afinal de contas, essa foi (para muitos, até aqui) a maior vergonha da história do clube.

Me perguntei então quais eliminações foram mais sofridas do que essa e quais os motivos fizeram com que o sentimento tenha sido mais de raiva do que propriamente tristeza. Elenquei os três principais abaixo:

1 – O resultado do primeiro jogo

Nem o mais pessimista torcedor do São Paulo poderia imaginar que no primeiro jogo nós tomaríamos 2×0 do mediano time do Talleres. Esse foi um verdadeiro banho de água fria na empolgação da torcida. Obviamente que acreditávamos na virada no jogo de volta, mas todos em sã consciência já sabiam que uma eliminação precoce estava muito mais próxima do que nunca.

2 – O que o time demonstrou esse ano

O São Paulo já teve reviravoltas maiores do que um 2×0 fora de casa para recuperar. Entretanto, mais do que o resultado, a realidade da equipe demonstrada durante os primeiros jogos foi um fator determinante para que a torcida não acreditasse tanto na virada e consequentemente não se surpreendesse com uma desclassificação. O futebol demonstrado nos jogos não era nem um pouco empolgante. Um time sem brio, sem raça e que, salvas raras exceções, não demonstrava sentir as derrotas que ainda em fevereiro começavam a se acumular.

3 – A rotina de eliminações

Além fatores anteriores, o principal é a sequência de eliminações pela qual o São Paulo está passando nos últimos anos. O time acumula mais de 30 eliminações em competições mata-mata nos últimos 10 anos. É muita coisa para um clube que se diz “Soberano”.

As consecutivas quedas para times de diferentes expressões no futebol brasileiro e sul-americano foram deixando o torcedor do São Paulo inerte, o que acabou fazendo com que a eliminação ante o Talleres seja “apenas mais uma”. Essa não foi nenhuma novidade para um time que cai para o Colón, para o Defensia y Justicia, Penapolense, Audax, Bragantino, Juventude, entre outros, apenas para citar times de menor expressão e investimento.

“Nós, torcedores, continuaremos fazendo a nossa parte: torcendo, amando e apoiando o time, mas infelizmente estamos sempre esperando a próxima frustração”, afirma o torcedor tricolor Guilherme Henrique da cidade de Itu, no interior de São Paulo.

Três eliminações que foram muito mais sentidas

Cruzeiro – 2015

O time de 2015 já não empolgava tanto a torcida e já estava nessa sequência negativa de eliminações, mas o que fez com que a eliminação nas Oitavas de Final da Libertadores de 2015 tenha sido dolorida foi a despedida do nosso ídolo maior, Rogério Ceni.






Até vencemos o primeiro jogo por 1×0 e fomos com alguma esperança para o Mineirão. Os mineiros devolveram o resultado e o sofrimento foi multiplicado por 1000 após as decisões nos pênaltis.

Internacional – 2010

Em 2010 o São Paulo chegou na semi-final da Libertadores e caiu para o Internacional em pleno Morumbi. Mesmo ganhando de 2×1, pesou contra a equipe o resultado de 1×0 para os colorados no jogo de ida em Porto Alegre.

Naquela edição, o São Paulo tinha eliminado o Cruzeiro nas quartas de final com duas vitórias, 2×0 no Morumbi e no Mineirão.

Reza a lenda que se a Libertadores não tivesse sido interrompida por conta da Copa do Mundo a história teria sido diferente, mas quem é que sabe?
A cena triste dessa eliminação foi o choro de Hernanes e Rogério Ceni após o apito final. naquela ocasião muitas lágrimas foram derramadas pelos torcedores também. (Inclusive por este que vos escreve)

Fluminense – 2008

Em 2008 o São Paulo tinha um ótimo time e estava acostumado a disputar para valer todos os campeonatos e que entrava. Era o atual bicampeão brasileiro, havia chegado na final em 2006 e tinha saído nas oitavas do ano anterior. Ou seja, era um time que impunha respeito em seus adversários. A decepção foi pelo requinte de crueldade com o qual ocorreu essa eliminação. Após vencer o primeiro jogo no Morumbi, o São Paulo perdia no Maracanã, mas ainda se classificava até os 46 minutos do segundo tempo.

Só quem assistiu aquele jogo vai lembrar da cena exata da nossa desclassificação. Thiago Neves na cobrança de escanteio, Washington sobe mais do que todo mundo e cabeceia no ângulo sem chance de defesa. Era o ponto final de uma Libertadores que muitos davam o São Paulo como favorito.


Jean Cláudio. São-paulino jornalista. E não o contrário, pois antes de escolher a profissão, escolhi torcer pelo São Paulo. Apaixonado por história e por leitura, amo conhecer mais sobre as memórias do futebol e principalmente, do Tricolor Paulista.

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

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