Torcer para o São Paulo hoje é sinônimo de loucura ou de amor?

Criar expectativas já não faz sentido quando se trata do São Paulo FC. Time bagunçado e mal gerenciado dentro e fora de campo

Loucura e amor, tem suas semelhanças. Todo apaixonado faz loucuras por aquilo que ama. E algumas loucuras, ultrapassam os limites. Tal limite que também pode nos trazer o sentimento de raiva, ódio, tristeza, ou pode também despertar a indiferença.

Indiferença que está dominando todo são-paulino que acompanha o seu time nos últimos anos. O time não reage a nada. Entra técnico, sai técnico, e nada. Vem novos jogadores, e nada dá aquela liga. O time não tem entrosamento e não reage ao estado de letargia. Quando parece que tudo pode voltar como no passado, a diretoria vem e faz cagadas em trazer jogadores que não tem perfil do clube, ou demite o treinador, colocando a sequência do trabalho no lixo.

Já são oito anos sem títulos. Ano após anos somando derrotas e eliminações em grandes campeonatos. Montagem de grupos medianos, com jogadores sem tesão de vencer a partida. Ano após ano, vemos gestões do clube sendo alvo das colunas sociais por situações negativas. Já fomos modelos de gestão com finado Marcelo Portugal Gouvêa. Período de vitórias que fomos coroados com títulos.

Hoje temos um bando de jogadores que vestem a camisa do São Paulo sem garra, sem amor ao escudo, sem respeito as cores que veste. Pseudo-atletas que dão entrevistas pedindo paciência para mais de 300 mil torcedores, que há mais de 8 anos estão assistindo este circo de horrores de mãos atadas. Estamos a mercê de gestões escabrosas e vivendo um loop de ideias erradas que afundaram o nosso clube.

Já tivemos Poy, Cerezo, Pablo Forlán, Dário Pereyra, Peixinho (fez o primeiro gol do Morumbi), Pedro Rocha, Serginho Chulapa, Roberto Dias, Muricy, Zetti, Rogério Ceni, Toninho Guerreiro, Mineiro, Pita, Palhinha, Muller, Luís Fabiano, e entre outros, que vestiram essa camisa com vontade, raça e amor. Coisa que está escassa no futebol de hoje.

Vivemos uma prostituição de camisa. Entendo que devemos colocar o pão e o leite nas nossas casas, mas se você aceita uma proposta e está sendo pago para fazer tal função, jogar bola pelo clube, faça com vontade e determinação. Faz falta um Lugano da vida que dava o sangue em campo. Não existe mais um Aloisio Boi Bandido, que mesmo com sua pouca técnica, jogava para o clube e sempre queria a vitória.

Estamos de mãos atadas e assistindo a tudo isso que está rolando no clube com coração sagrando. Presidente fala que vai demitir o atual técnico, mas esbarra na vontade no diretor executivo, que ameaça sair junto. Futuros presidenciáveis em seus discursos, pregam a renovação em todos os setores e com falas mansas e cheias de azeite, atacam o atual presidente, mas temos dois candidatos que são mais dos mesmos. Pois um era da gestão Juvenal Juvêncio, e o outro, vice do Leco. Quero eu, torcedor, amante do bom futebol e do clube, que quem vença, mude mesmo tudo.

Estamos cansados de olhar nas colunas de futebol e redes sociais, e ver o time perdendo devido a má gestão que escolhe mal a comissão tecnica, que por sua vez implanta suas ideias e filosofias, e que como uma bola de neve, rola pela montanha, como avalanche, e atinge o elo mais fraco, nós, torcedores de mãos atadas, que levanta cedo, tem suas particularidades no dia a dia, tem de enfrentar zuações e piadinhas.

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Diego Monteiro

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Foto: Divulgação / Arquivo / São Paulo FC

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