Jogadores em fim de contrato na Europa que seriam úteis em 2018

Por Lyncon Pradella – Redação Arquibancada Tricolor

Com pouco dinheiro em caixa para realizar um planejamento a nível de time grande em 2018, o São Paulo, caso tenha profissionalismo, precisará se desdobrar para realizar contratações pontuais e que reforcem o elenco. Não precisa ser todos titulares, mas pelo menos atletas regulares que impulsionem a qualidade do plantel. Pensando nisso, entrei no site da Transfer Market (onde foram retirados todos os dados desta coluna) e procurei por jogadores que estão em final de contrato, que joguem nas posições que o time é mais carente e que podem ser monitorados pelo Tricolor. Encontrei três atletas e os listo abaixo.

O primeiro nome que encontrei foi um já conhecido dos meus tempos de FIFA, o meio-campista/ponta-esquerda Joãozinho, de 28 anos. Há sete temporadas no Krasnodar, da Rússia, o sergipano é canhoto, rápido e habilidoso, além de jogar nas duas pontas e centralizado no meio, assim como Cueva. Desde sua chegada ao clube russo, Joãozinho marcou 39 gols e deu 60 assistências. Estes números tornaram o jogador ídolo da torcida e fizeram com que ele pensasse, após a Copa de 2014, em se naturalizar russo para jogar o Mundial do ano que vem pelos anfitriões. Isso não aconteceu devido a queda de rendimento do atleta, que conviveu com algumas lesões nos últimos anos. Nesta temporada, no entanto, o brasileiro atuou em 15 jogos e anotou dois gols e não deu nenhuma assistência. Seu último gol, inclusive, aconteceu no último domingo, 3, contra a equipe do Terek. O Krasnodar é o 5º colocado da Primeira Liga Russa. Seu passe, contudo, é um pouco alto, estando na casa de 3,5 milhões de euros (R$ 13,5 milhões). Porém, em final de contrato, o São Paulo poderia pensar em uma possibilidade de negócio mais viável. Não acredito que o clube russo faria jogo duro.


Joãozinho entrou no lugar de Pavel Mamayev – circulado em vermelho – no último domingo, 3, e marcou o gol da vitória do Krasnodar

Listei o Joãozinho como possível bom reforço para o Tricolor porque ele joga nas duas pontas e centralizado no meio, além de sabe dar assistência. As mesmas características, dadas às devidas proporções, do Cueva. O mesmo caso acontece com o segundo jogador da minha lista, o meio-campista Guilherme, de 26 anos, que atua no Légia Varsóvia, da Polônia. Com 3 gols e 2 assistências na temporada (19 gols e 23 assistências em cinco temporadas), o carioca é uma das principais peças do time. Sua posição de origem era lateral-esquerdo, mas seu apoio ofensivo – e consequentemente seu defeito defensivo – era tão grande que acabou se fixando no meio-campo. Ao vê-lo jogar, seu estilo e porte fisíco me lembraram muito o Luan do Atlético-MG. Diferente do compatriota, Guilherme nunca se destacou no Brasil, isso porque foi vendido para o Sporting Braga, de Portugal, aos 17 anos. Seu passe é um pouco mais barato, estipulado em 2,5 milhões de euros (R$ 9,6 milhões).

Antes de citar o terceiro nome na lista, gostaria de salientar que os dois jogadores acima são uma incógnita para o futebol brasileiro. Seriam apostas aqui. Mesmo caso, entretanto, de Cueva quando chegou ao São Paulo. Contratado às escondidas pelo clube, ninguém sabia quem e onde havia jogado o peruano, quiçá que ele teria enfrentado o Tricolor nas oitavas-de-final da Libertadores de 2016. Em cinco temporadas no Peru e México, o 10 são-paulino marcou 20 gols e deu 21 assistências (nesse período ele atuou na Universidad San Martín de Porres, Allianz Lima e Toluca). Já no Brasil, em duas temporadas Cueva marcou 17 gols e fez 16 assistências. Ou seja, foi uma aposta, com praticamente os mesmo números de Joãozinho e de Guilherme, que deu certo. E não acredito que o nível do futebol peruano seja muito diferente do russo e do polonês. Vale a pena, ao menos, observá-los.

Por fim, o último jogador da lista é o lateral-direito Cicinho, ex-Santos e Ponte Preta que hoje joga no Ludogorets, da Bulgária. Destaque da equipe de Campinas em 2012, o jogador foi contratado pelos nossos rivais em 2013, onde permaneceu até 2015. Na época, o São Paulo tentou sua contratação. Hoje, depois de duas temporadas na Europa, seu contrato encontra-se no fim e seria uma boa hora para a diretoria Tricolor tentar sua contratação novamente. Jogando o Brasileirão, o lateral foi muito bem, e o lado direito defensivo do campo é o nosso setor mais carente. Bruno, sempre muito questionado, irá embora e Buffarini deve ter o mesmo destino (apesar de eu ser contra sua dispensa se não for, ao menos, por uma boa troca). Vejo com ótimos olhos sua contratação. Contribuíria e muito ao nosso plantel. Seu valor é de 3 milhoões de euros (R$ 11,5 milhões).

Bom, amantes desse enorme clube que é o São Paulo, estas são as minhas sugestões para composição do elenco para 2018. Gostaram? Sim? Não?

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