Formiga:
Foto: Thais Magalhães / CBF

Nesta sexta-feira, a ESPN premiou os melhores jogadores e jogadoras do futebol brasileiro de 2021. O prêmio Bola de Prata reuniu grandes estrelas do futebol nacional e presentou as principais atrações do esporte bretão com a famosa “Bola de Prata”.

A premiação desta tarde foi uma correção de rota do destino para a jogadora Formiga. A volante recebeu a premiação em 2016, sendo a primeira mulher a receber a honraria, porém, como defendia as cores do PSG não pode receber o troféu.

Ao voltar para o São Paulo, Formiga voltou a atuar no país e recentemente se despediu da Seleção Brasileira. Com a premiação, a jogadora relembrou os esforços para atrair mais atenção ao esporte feminino: “Com certeza não estava esperando. O que me emociona de verdade é saber que nossos esforços estão sendo reconhecidos. Não está sendo nada em vão. É mais do que merecido o futebol feminino estar nessa homenagem por essa luta, não só minha, mas de tantas outras pioneiras que contribuíram para que isso pudesse estar existindo”.

A jogadora comentou a satisfação de representar as jogadoras em um momento tão histórico. Para Formiga, o futebol feminino começa a ganhar destaque no país, porém, a saga deve continuar.

Quem me conhece, sabe, tantas vezes que eu falei que o futebol feminino tinha que ir nessas premiações por posições, e esse dia chegou. O quanto eu fico feliz quando vejo que coisas que falei lá atrás estão sendo realizadas. O futebol feminino é merecedor de ter espaço cada vez maior. E que possamos ter esses eventos nas categorias debase, meninas, para que todo o país possa ver que temos Bruninhas, revelações. Para isso, precisamos de espaço, respeito e oportunidades“, comentou a jogadora.

O redator do Arquibancada Tricolor, Matheus Conceição, teve a horna de fazer uma pergunta para a jogadora durante a premiação:

Formiga, parabéns por tudo o que representa. Qual foi o sentimento de estar de fora de um jogo com 40 mil pessoas? Você pretende ficar no São Paulo por mais algumas temporadas?

A jogadora emocionada respondeu: “Esse momento eu tenho um turbilhão de emoções, porque a gente pensa lá atrás, quando a gente imaginava quando o futebol feminino iria ter espaço, ter essa homenagem, dessa forma. Não foi só minha luta, mas de muitas mulheres sendo reconhecida, de tantas outras meninas tendo essa oportunidade de reconhecimento. O futebol feminino está tendo aos poucos o seu espaço e o reconhecimento do público. Tenho contrato de mais um ano com o São Paulo e depois disso temos que ver o que vamos fazer, se eu continuo ou paro de ver“.

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Pedro Vinicius, 24 anos e sou de São Paulo. Formado em jornalismo e especialista em jornalismo esportivo sou apaixonado por futebol desde sempre.