Primeiro craque do Brasil jogou no São Paulo e lutou contra Vargas na Revolução de 32

Neste feriado de memória à Revolução Constitucionalista de 1932, a Folha de SP lembrou do principal atleta do Brasil e do São Paulo à época, içado ao cargo de segundo tenente de batalhão quando a guerra eclodiu: Arthur Friedenreich.

O atleta surgiu no Paulistano, time fundado em 1900, e logo foi considerado o principal destaque de sua geração. Mas foi somente aos 40 anos que a luta, no sentido bélico da palavra, começou para ele.

À frente de três mil outros jogadores, ele liderou o chamado “Batalhão Esportivo” no posto de segundo tenente. Ele não só participava ativamente dos confrontos como também ia às rádios convocar atletas para se unir à causa.

Pelo São Paulo da Floresta (antigo nome do clube), além de ser campeão paulista em 1931, ele também marcou o primeiro gol profissional da história do Brasil, em 1933. A profissionalização, aliás, foi uma das conquistas dos esportistas combatentes.






Depois de terminadas as batalhas, Friedenreich ainda vestiu a camisa do Tricolor e ficou até março de 1935. Ele morreu em 1969, aos 77 anos, pobre. Isso porque uma das medidas para combater as forças de Getúlio Vargas, ele vendeu todas suas medalhas e troféus para ajudar no financiamento da luta armada.

Foto: Reprodução / Twitter do São Paulo

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