Antes da Olimpíada, Calleri agradece carinho tricolor

Foram aproximadamente seis meses intensos na relação entre Jonathan Calleri e o Tricolor. Da estreia ao duelo de despedida antes de seguir para defender a Seleção Argentina nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o centroavante não mediu esforços para representar a torcida em campo e conduzir o ataque são-paulino. Os números, além das decisivas e contagiantes atuações, mostraram que o jogador rapidamente se adaptou ao clube e foi uma das grandes armas na equipe de Edgardo Bauza.

Nesta quinta-feira (14), na chegada da delegação ao Centro de Treinamento da Barra Funda após o duelo com o Atlético Nacional-COL pela Libertadores da América, Calleri, ainda dentro do ônibus, pediu a Patón a palavra. E antes do desembarque, agradeceu cada companheiro que com ele lutou pelo melhor do São Paulo. “Todos foram muito importantes para mim e para a equipe. Agradeço de coração pelos bons momentos vividos aqui”, resumiu.

E antes de realizar o sonho da Olimpíada, como um gesto de gratidão pelo apoio irrestrito que recebeu, fez questão de retribuir também o apoio dos torcedores. Da estreia ao jogo de despedida, ambos com gols do artilheiro da Libertadores (nove), Calleri sempre honrou a camisa tricolor.

“Foi incrível defender o São Paulo e uma grande experiência, porque pela primeira vez saí do meu país para morar em outro lugar. Vivi grandes momentos aqui, fui bem recebido pelos meus companheiros e posso dizer que foram seis meses intensos. Chegamos na semifinal da Libertadores, o que não é fácil, mas queríamos o título. Demos tudo para conquistá-lo. No geral, foi muito bom jogar no São Paulo, e espero poder voltar algum dia e sentir outra vez o que senti aqui. O carinho comigo foi marcante. Termina uma história, mas espero um dia poder continuá-la”, afirmou o jogador, que acrescentou.

“Para ser perfeito, precisava conquistar um título aqui. O clube está acostumado com conquistas, e dei o meu melhor nos jogos para também poder fazer parte disso. E acredito que isso chegou até o torcedor, porque me esforcei muito. Disputei cada bola como se fosse a última. Peço desculpa aos torcedores, porque não ganhamos a Libertadores. Era um desejo que eu tinha. Foram seis meses intensos, apesar de não conquistar um troféu aqui, e o carinho da torcida ficará guardado”, completou.






Artilheiro do Boca Juniors na temporada de 2015, com 15 gols marcados, superando Tevez, principal nome da equipe argentina, Calleri chegou ao São Paulo no final de janeiro. E, logo de cara, mostrou que estava em casa no Tricolor. Na estreia, diante do César Vallejo-PER pela primeira fase da Libertadores da América, deixou a sua marca e arrancou o empate com os peruanos por 1 a 1. De lá para cá, o que se viu foi um centroavante como o torcedor são-paulino está acostumado: brigador, sem medo do adversário e com a pontaria em dia.

Balançou as redes nove vezes em 12 jogos da competição sul-americana e se tornou o são-paulino com mais gols em uma mesma edição – superou Luis Fabiano, em 2004 (oito). Com 16 gols em 31 partidas, também foi o artilheiro do Tricolor na temporada. Na bagagem, Calleri levará uma série de recordações. No entanto, uma delas é especial: atuar no Morumbi em noite de Libertadores.

“É lindo jogar no Morumbi. Jogos de Libertadores eram diferentes de qualquer outro. A atmosfera é diferente. Um ambiente único. Os brasileiros são respeitosos, e isso me tocou bastante também. Todos os funcionários do clube se uniram para fortalecer o clube, e isso deixou esta minha passagem ainda mais especial. Não conseguimos o título, mas o São Paulo está em um caminho para atingir este objetivo. O amor da torcida pelo clube me encantou. Os dirigentes fazem um grande trabalho, os funcionários são unidos e acredito que estes fatores farão do São Paulo um clube vencedor nos próximos campeonatos”, disse o argentino, que emendou.

“Gostaria de agradecer cada torcedor pelo carinho e recordações que proporcionaram. Isso mexeu com a minha vida. Espero encontrá-los no futuro. Mesmo de longe, não importa de onde seja, estarei sempre na torcida. Fui tratado durante este período como parte deste povo, e isso me deixou muito feliz. Tenho a certeza de que não me equivoquei quando escolhi o São Paulo, no começo da temporada, e hoje poderei realizar o meu sonho de defender a seleção graças ao clube. Foi um grande momento da minha carreira poder jogar aqui”, finalizou.

Boa sorte, Calleri!

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