Edgardo Bauza deixa o São Paulo após 49 partidas, 18 vitórias, 13 empates, 18 derrotas, 59 gols marcados e 52 sofridos (Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press)Edgardo Bauza deixa o São Paulo após 49 partidas, 18 vitórias, 13 empates, 18 derrotas, 59 gols marcados e 52 sofridos (Foto:Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

O técnico Edgardo Bauza concedeu sua última entrevista como treinador do São Paulo na noite desta quinta-feira, no Morumbi. O clima não era o esperado, já que o novo comandante da seleção argentina acabou tendo de explicar a derrota para o Atlético-MG no seu adeus. Ao menos Patón pôde reconhecer o empenho de seus atletas, que apesar do 2 a 1 contra, lutaram pelo resultado até o fim e tiveram, inclusive, o reconhecimento das arquibancadas depois do apito final.

“Creio que fizemos uma boa partida. O segundo tempo foi melhor. Cometemos um erro no segundo gol quando perdemos a bola num lugar ruim. Colocamos uma intensidade muito alta, que obrigou o atlético a se defender com toda sua equipe dentro de seu campo. Depois, fizemos alterações para deixar o time mais ofensivo, mas não tivemos sorte ao tentar definir as quatro, cinco chances que tivemos. Uma pena, porque a equipe não jogou para perder hoje. Mas, é futebol”, avaliou Bauza.

Ao ser desafiado a apontar o principal motivo pela falta de vitórias da equipe – a última aconteceu dia 10 de julho, contra o América-MG – o treinador não culpou qualquer falha individual ou problema tática. Na visão de Bauza, o desmanche do elenco e as lesões de alguns atletas explicam a má fase tricolor.

“Difícil. Se foram Ganso, Calleri, Kardec…. só ai tenho uma resposta. E perdemos seus suplentes imediatos por razões normais, que foram Kardec e Ytalo. A diretoria está trabalhando muito para compensar. A torcida tem de entender que não é fácil. Não contar com esses jogadores, inevitavelmente, de alguma maneira fomos prejudicados. Isso é futebol. Não é merecimento”, explicou.

Edgardo Bauza volta ao seu país natal agora, onde trinfou com o San Lorenzo, para liderar a retomada da seleção. Profissionalmente, o técnico também já trabalhou no Equador e no Peru. Mas, ao deixar o Brasil, sua percepção é comum a de muitos treinadores que vivem ou já passaram por aqui.

“Do futebol do Brasil, o que eu posso dizer é que é um campeonato muito difícil, pela quantidade de jogos que se tem em pouco tempo de recuperação. Os atletas em intenso trabalho, porque é muito difícil de atender. Jogamos 47 jogos em cinco meses. Em nenhum lugar do mundo é assim”, finalizou Patón.