Felipe Espindola / saopaulofc

O duelo desta quarta-feira entre Fortaleza e São Paulo, válido pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, é também um confronto portenho. De um lado, Hernán Crespo, técnico do tricolor do Morumbi, que segue pressionado pelos maus resultados após a conquista do Paulistão deste ano; do outro, Juan Pablo Vojvoda, treinador do Leão do Pici, que apesar de não estar enfrentando uma fase muito boa, faz excelente campanha no Brasileirão e conta com a confiança da torcida cearense.

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É um embate de personalidades. Crespo, que até outrora estava nas graças da torcida pela saída da “fila”, hoje enfrenta certa turbulência diante de suas controversas escalações. “Donde no llegan las pernas va a llegar el corazón” – essa sua frase, que fora estampada os vestiários do clube, demonstra o carisma e o moral do treinador em sua incipiente passagem, capaz de demonstrar a filosofia que o consagrado argentino quer ver medrar no São Paulo. Após mais uma atuação abaixo da média, desta feita contra o Fluminense, tudo o que o treinador precisa é de uma classificação para as semifinais para espantar qualquer resquício de crise.

Por sua vez, o outro argentino continua com um respaldo inabalável. Mesmo sem vencer uma partida desde o heroico triunfo contra o Palmeiras, em pleno Allianz Parque, há um mês, ainda assim o Fortaleza demonstra segurança em obter a inédita passagem para a semifinal da Copa do Brasil. Muito por conta do sistema implantado por Vojvoda, que montou um esquema agressivo e inteligente, capaz de surpreender os rivais – ainda que com um elenco muito mais modesto. Não à toa, o time segue com excelente aproveitamento contra equipes paulistas: venceu o Corinthians, o Bragantino, o Palmeiras e o próprio São Paulo (estes últimos, fora de casa) e empatou com o Santos. É o estilo Vojvoda de jogar para vencer.

Nos dois confrontos que tiveram até aqui, Vojvoda leva vantagem. Uma vitória no Morumbi pelo placar mínimo, no Brasileirão, que quebrou um tabu de quase cinquenta anos, e um empate, também na capital paulista, já pelo jogo de ida da Copa do Brasil. A disputa de hoje, portanto, é um desafio para Crespo, que jamais venceu o técnico adversário – no debute, o Talleres de Vojvoda venceu o Banfield de Crespo em 2019. Até por isso, em entrevista recente, Vojvoda minimizou uma possível inferioridade de seu time, demonstrando total confiança na capacidade do Fortaleza. – Não sinto inferioridade a nenhum time -, disse o comandante do tricolor cearense ao GE.

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Matheus Tévez é formado em Direito pela UFBA, cursa Letras, além de ser professor, escritor e articulista. Mas a sua grande virtude é ser são-paulino doente desde os tempos em que Válber doutrinava na zaga.