Conheça o “inimigo” – Santos FC

Marcação forte e poder ofensivo: as armas do São Paulo para vencer o Santos
Defesa alvinegra tem problemas com bolas aéreas, mas lado esquerdo apresenta perigo para zaga tricolor


Por Leandro Oliveira

O São Paulo terá pela frente mais um clássico estadual na temporada. O adversário deste domingo é o Santos, time que vem crescendo na competição e tem como principal jogador o meia Lucas Lima, que se recupera de lesão e é dúvida para o jogo. Para voltar a vencer no Brasileirão e chegar ao G-4, o Tricolor precisa vencer o rival no Pacaembu, fato que não acontece em partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro com mando santista desde 1981.

Se Lucas Lima é dúvida para o jogo, a presença de Gabriel é certa. O atacante fez parte do elenco que representou a Seleção Brasileira na Copa América Centenário e já marcou três gols. Porém, o artilheiro do Santos no campeonato é o meia Vitor Bueno. A zaga tricolor deve redobrar a atenção com o camisa 18. Responsável por articular o meio de campo santista, Bueno aparece como elemento surpresa em lançamentos curtos feitos pelos volantes e também tem como característica principal o bom chute de fora da área.

Outro indicador que serve como alerta para a defesa tricolor é o poder ofensivo do lado esquerdo santista, que marcou oito dos 15 gols do time no Brasileirão. Desde a sexta rodada, quando venceu o Botafogo por 3 a 0, o Santos tem utilizado o lateral esquerdo Zeca como peça de armação no meio de campo e opção de chegada ao ataque. Além de Zeca, Renato também passou a servir como alternativa para lançamentos curtos ou chutes de longa distância. Ou seja, é bom não dar espaços para ambos.

Nos últimos jogos, o Santos tem imposto um ritmo diferente do que vinha sendo feito no início do Brasileirão. Dorival Júnior posiciona o time mais adiantado quando tem a posse de bola, jogando com sete ou oito jogadores no campo de ataque e fazendo a bola rodar pelos atletas, com toques curtos. Sem a bola nos pés, o alvinegro adianta os atacantes e meias para abafar a saída de jogo adversária.

Uma das alternativas encontradas para furar a zaga santista são os lançamentos diretos. E esses são os principais problemas do time de Dorival Jr. Dos 9 gols sofridos no Brasileirão, oito são oriundos de lançamentos ou cruzamentos para a área. Passes nas costas da defesa também são boas alternativas para o São Paulo, já que os quatro defensores de origem do rival têm dificuldades em acompanhar a movimentação do ataque. Foi assim contra o Coritiba, Inter, Atlético Mineiro, Atlético Paranaense, Santa Cruz e Sport (os pernambucanos tiveram boas chances de marcar e desperdiçaram).

Tanto Vitor Ferraz, que joga pela direita, como Zeca, pela esquerda, sobem para dar suporte ao meio e ataque santista. Explorar uma subida de um dos laterais também pode ser uma boa saída para o São Paulo encaixar um contra-ataque mortal, já que o Tricolor joga fora de casa. Outra solução para chegar ao gol de Vanderlei é arriscar de fora da área. Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos tem chutes apurados e são os mais indicados para a missão.

Perigo: Gabriel é atualmente o jogador mais perigoso do Santos, quando o assunto é chances de gol. Mas, o camisa 10 não é o único. Vitor Bueno, Léo Citadini, Renato e até Paulinho, que oscila entre a titularidade e o banco de reservas, não podem ter liberdade próximo a grande área. Se Lucas Lima for para o jogo, ele também entra nessa lista.

Aposta: Com uma defesa frágil quando o assunto é bola na área, o São Paulo deve explorar essa opção. Por isso, Calleri pode ser dar bem em meio aos zagueiros santistas. Se houver dificuldade para a bola chegar no camisa 12 tricolor, chutes de fora da área e infiltrações nas costas da zaga pelas pontas, com Michel Bastos e Centurión, também servem como boas alternativas.

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