Foto: Mauro Horita / saopaulofc.net

O diretor do São Paulo, Eduardo Toni, concedeu uma entrevista em que falou sobre as possibilidades de naming rights no Morumbi. Além de expressar a vontade do clube em concretizar o negócio ainda sob a gestão de Júlio Casares, o diretor-executivo de marketing apontou que algumas ofertas surgiram – e que foram devidamente foram recusadas.

Naming rights e negociações complexas

Segundo ele, as tratativas são complexas e merecem uma atenção redobrada – mormente pelo fato de a cultura futebolística no Brasil não cultuar tão facilmente o nome das empresas parceiras nos estádios. A despeito disso, Eduardo apontou uma mudança de postura recente, principalmente em decorrência de uma flexibilização da Rede Globo, principal emissora do país, em nomear devidamente os estádios.

Eu não me preocupo com o tempo de vida do estádio. Hoje, os veículos de comunicação citam o nome do estádio pelo nome que ele é: Neo Química Arena, o Allianz Parque. Então isso faz com que a coisa pegue. Se não fosse assim, não teria sentido vender o naming rights, que era o que acontecia na época da LG. Não existia o naming rights no Brasil. Colocar o nome de ‘LG Arena’ ou ‘LG Stadium’ e ninguém usar é só uma placa na porta. O que a gente quer é que a sociedade toda, todos os meios, todos os veículos se identifiquem com aquela propriedade e utilizem seu nome“, explanou o diretor ao UOL.

E prosseguiu:

Naming rights não é algo que está no meu orçamento, que eu tenho que entregar, porque é uma coisa complexa. A gente não tem a faca no pescoço para trazer esse dinheiro para casa. A gente quer trazer, mas não quer simplesmente colocar uma placa no estádio. O que a gente quer é entregar experiência, como é o caso da Bitso, que não é apenas um setor“, disse Eduardo.

São Paulo e Bitso

O caso citado da Bitso é emblemático para o Tricolor. A parceria, que renderá cerca de 40 milhões em três anos, além de estampar as mangas da camisa irá propiciar aos torcedores do estádio uma experiência com a marca – uma vez que possui sector rights no Morumbi. A ideia seria ampliar o acordo para uma possível adoção de naming rights. Mas o diretor aponta que as negociações são criteriosas e, de fato, demoradas – por pormenorizadas serem.

Outras negociações sobre naming rights do Morumbi

Eduardo Toni ainda ressaltou que já houve outras negociações sobre o naming rights do Morumbi. Todavia, ou não prosperaram, por serem aquém do desejado, ou não alcançaram o valor pretendido pelo clube na integralidade.

A gente já teve propostas que nem abrimos negociação, outras que tentamos subir porque estavam próximas do que a gente queria, mas não chegou. Para nós entrarmos em um negócio desses, o valor tem que ser significante, tem que ser importante do ponto de vista de dinheiro para nós“, finalizou Eduardo.

Confira a entrevista completa do UOL clicando aqui.

Tudo sobre o Tricolor!

Siga o Arquibancada Tricolor em suas redes sociais e acompanhe tudo sobre o São Paulo FC:

Instagram | YouTube | Twitter | Canal no Telegram | Conheça a nossa Loja

Post anteriorZagueiro Luizão tem fratura detectada e está fora da Copinha
Próximo PostAssista à coletiva de apresentação do goleiro Jandrei no São Paulo
Matheus Tévez é formado em Direito pela UFBA, cursa Letras, além de ser professor, escritor e articulista. Mas a sua grande virtude é ser são-paulino doente desde os tempos em que Válber doutrinava na zaga.