Eleição em meio ao caos

Inicialmente, quero cumprimentar todos os amigos aqui do Arquibancada Tricolor, os da equipe e os milhões de seguidores. Após mais um breve intervalo, retorno a esse espaço e sempre muito bem acolhido. Falar sobre o São Paulo é sempre uma honra e estaremos por aqui todas as sextas-feiras.

Em meio a uma pandemia com uma chuva de informações de todos os lados, estamos órfãos daquele nosso grande amor que é acompanhar o Tricolor. Enquanto não há definição sobre o retorno aos gramados (o que deve ocorrer em julho, mero palpite), outro assunto tem se intensificado no clube: as eleições para a Diretoria e Conselho Deliberativo que ocorrem no mês de dezembro.

Júlio Casares já está confirmado como candidato a presidente, enquanto Marco Aurélio Cunha se colocou como pré postulante ao cargo. Sem entrar no mérito dos nomes, a missão do próximo presidente, diretores e conselheiros são-paulinos será muito dura e, assim torcemos, transformadora.

Infelizmente, após o fatídico terceiro mandato de Juvenal Juvêncio, entramos numa derrocada administrativa jamais vista no clube, antes uma referência nesse setor. Inovar, ousar, liderar e primar pela ética e pela correção se tornaram apenas parte da nossa história.

Se há uma possibilidade aberta com essa pandemia, ela está posta: uma espécie de refundação do clube. Não dá para admitir que 200 pessoas escolham e decidam o futuro de uma instituição com 18 milhões de torcedores. Nossa estrutura está defasada, não levantamos taças desde 2012 e há uma dívida que supera R$ 400 milhões, números que devem piorar por conta dessa pandemia.

Portanto, é preciso que o São Paulo volte a ser São Paulo. Todos nós devemos acompanhar o dia a dia e cobrar isso. Com transparência, gestão moderna e muito trabalho, podemos alcançar nossos objetivos. Estamos aguardando esse retorno desde 2009 e não há mais tempo a perder.

Por Anderson Dias

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

Comente com sua conta do Facebook: