Espírito guerreiro da equipe faz Lugano recordar 'geração de 2005'

Em 2005, com uma geração que está eternizada na história do clube e na memória de cada torcedor, o Tricolor conquistou o Campeonato Paulista, a Libertadores da América e o Mundial de Clubes da FIFA. Um dos grandes personagens daquele time, o zagueiro Lugano retornou ao São Paulo em 2016 e ajudou neste ‘resgate da identidade são-paulina’. Símbolo da raça, o uruguaio enalteceu o espírito guerreiro dos atuais companheiros, que estão com a mesma motivação dos jogadores que marcaram época no clube.

“O que tem de similar, com o time de 2005, é o fogo sagrado de cada jogador para deixar o nome na história do clube. No fundo, isso é o que move os jogadores, principalmente alguns meninos que passaram por momentos muito difíceis aqui no clube. Eles enxergam uma grande oportunidade e agem para que isso aconteça. Não gosto tanto de cobrar, acho que essa é uma imagem errada que as pessoas têm de mim. O melhor exemplo é dar exemplo todos os dias para que todos, dos jogadores aos funcionários, deem seu melhor. Se você faz o máximo, ninguém pode te cobrar, e você fica mais perto de coisas importantes”, avaliou.

Após um início turbulento, o Tricolor reagiu na temporada e cresceu de produção sob o comando do técnico Edgardo Bauza. A mudança de postura da equipe fez o São Paulo se manter firme na disputa pelo tetracampeonato da Libertadores e começar bem o Campeonato Brasileiro. Além disso, com muita entrega em todos os jogos, os jogadores reconquistaram a confiança do torcedor – importante aliado para fortalecer o time.

“O mínimo que recuperamos foi a confiança com o torcedor, que agora tem uma sinergia e vê com orgulho a briga mesmo nas derrotas. Há formas e formas de perder, e o torcedor está vendo que o São Paulo tem orgulho de representá-los. Não é uma virtude, é o mínimo que um jogador pode ter. Não posso falar de mudança, porque cheguei neste ano e vejo essa mentalidade de vencer e fazer história desde o começo. Para falar de mudança, precisaria comparar com algo que não vi. Vejo o time evoluir, melhorar, ter melhores resultados”, avaliou o defensor, que emendou.






“Temos uma necessidade de fazer história e de melhorar futebolisticamente. Não estamos nem perto de alcançar nosso teto. Precisamos chegar a isso nas decisões da Libertadores. Com o esforço de cada um de nós conseguiremos o título. O time é combativo, competitivo e traz identificação com a torcida, mas sabemos que ainda podemos e devemos dar mais. Só com força e corrida, você não conquista coisas importantes. Precisa de um futebol mais fluido e mais regular”, finalizou o experiente marcador uruguaio.

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