Um grande time começa com um grande goleiro

Precisamos falar sobre este velho chavão do futebol, um ditado que por muitos anos não foi motivo de preocupação para nós, são-paulinos.

Tivemos por anos, figuras emblemáticas no gol Tricolor como King, Poy, Sérgio Valentim, Waldir Peres, Gilmar, Zetti e claro, o mito Rogério Ceni.

Segundo levantamento de Alexandre Giesbrecht (@jogosspfc), dos últimos 60 anos, o São Paulo teve goleiros titulares absolutos em 49 deles. Houve entressafras depois de Poy, Waldir Peres e Rogério. Não houve entressafras após Sérgio Valentim, Gilmar e Zetti.

Desde a aposentadoria de Rogério Ceni, estamos sofrendo com um longo período de goleiros temporários e que não são bons o suficiente para vestir a camisa de um clube como o São Paulo.

Logicamente, qualquer goleiro que entrasse após Ceni, sofreria com comparações, e por isso mesmo, o clube deveria ter pensado em alguém experiente, com qualidade para manter o mesmo nível.

Era até aceitável que Denis fosse testado na época, pois passou um longo tempo esperando sua chance, tal qual Ceni esperou na época de Zetti. Denis quando substituiu Rogério, foi relativamente bem, mas sem a responsabilidade de ser o goleiro principal, tinha menos pressão. Não foi bem e se provou não ser o goleiro que precisávamos.

Alguns torcedores chegaram a dizer que a culpa daquele momento era de Rogério, pois não preparou um novo goleiro para seu lugar. Ora, isso não é papel do goleiro e sim do clube.

Mesmo assim, havia um trabalho sendo feito em 2006 com Weverson, que infelizmente faleceu em um acidente automobilístico (o mesmo em que o ex-goleiro Bruno sofreu um trauma cervical e perdeu os movimentos das pernas).

Voltando ao ponto principal de nosso texto, mais precisamente o ano de 2016. A Libertadores daquele ano foi a gota d’água para o clube buscar um novo goleiro, com as más atuações de Denis.

O clube chegou a sondar o goleiro Jefferson do Botafogo e houve boatos sobre Armani, hoje no River Plate, embora não se possa confirmar se isso é verdade.

Renan Ribeiro recebeu algumas chances, parecia ser mais seguro e logo conquistou a simpatia de parte da torcida, embora tenha falhado em algumas ocasiões.

Sidão chegou com referências, mas…

Eis que o ano de 2017 chega e com Rogério Ceni de volta ao clube, agora como treinador, indica Sidão, goleiro do Botafogo para ser contratado e disputar posição com Denis e Renan.

Sidão começou bem, como titular na Florida Cup, pegando pênaltis e conquistando a confiança da torcida, por ter vencido o Corinthians na decisão.






Em uma situação atípica no São Paulo, um rodízio de goleiros foi colocado em prática e logo, Renan foi colocado de lado e não recebeu mais chances após uma tentativa de valorizar seu passe na renovação de contrato com o clube.

Denis era carta fora do baralho e Sidão se firmava como titular absoluto, porém, apresentando falhas e inseguranças justamente nos pontos que justificavam sua contratação: saber jogar com os pés.

Ao longo de 2017 e de 2018, Sidão intercalava boas defesas em lances críticos, com falhas em jogadas defensáveis e isso foi minando a confiança do torcedor em seu trabalho.

Houve ainda um episódio no início deste ano, logo após o São Paulo contratar o goleiro Jean do Bahia, que fez algumas partidas e, pelo valor de contratação, era visto pela torcida (carente de um goleiro com boas atuações) como uma possível salvação.

Após falhar em alguns lances os dois goleiros resolveram lavar a roupa suja por mídias sociais, externalizando um cenário interno, que depois foi controlado pela diretoria.

O que fazer?

A paciência do torcedor parece estar no fim com o goleiro, após mais uma falha em jogo importante como o último contra o Palmeiras. Claro que não é possível culpar única e exclusivamente o goleiro pela derrota de virada, quando o clube vivia um bom momento. Analisamos a partida aqui, caso queira ler.

Um novo rodízio de goleiros resolveria o problema? Provavelmente não.

Temos como opções o goleiro Jean, contratado a peso de ouro, que não parece pronto para ser titular e ainda com uma teoria levantada há alguns dias, que não ganhou a titularidade apenas porque o São Paulo não deseja pagar um valor complementar na compra dos 25% restantes de seu passe, prevista com obrigatoriedade, caso o goleiro cumprisse algumas metas estipuladas (entre elas, a titularidade em um determinado número de partidas). Se isso for real, mais uma vez, o São Paulo fica em segundo plano por conta de uma contratação mal feita ou priorização em dinheiro.

Fora dessa disputa, temos ainda o goleiro Lucas Perri, que ainda não estreou no profissional e chegou nas categorias de base do São Paulo em 2013, vindo da Ponte Preta, com apenas 15 anos. No futebol de base Tricolor, foi campeão da Libertadores da América (2016), Campeonato Paulista (2016), Copa do Brasil (2015 e 2016) e Copa RS (2015). Lucas renovou recentemente seu contrato com o São Paulo até abril de 2022.

No cenário que temos neste momento, se Jean entrar e falhar, será xingado pela torcida, assim como Lucas Perri, que ainda é jovem, mas tão pouco será perdoado pelo torcedor que está no limite da paciência.

Trazer um novo goleiro?

Se esse for o caminho encontrado pela diretoria do São Paulo, não dá mais para apostarem em atletas que apresentarão resultado a médio ou longo prazo. Se vier um goleiro novo ao clube, este deve ter nível bom o suficiente para chegar e jogar como titular.

Nomes como os de Walter (está substituindo Cássio no Corinthians, mas tem um histórico grande de lesões), Jefferson (idade avançada para um trabalho a longo prazo) foram citados anteriormente, mas seriam a solução?

O que fazer com Jean, que custou caro aos cofres do clube? Deve jogar e torcemos para que falha o mínimo possível, mesmo sendo jovem e inexperiente?

Se for para apostar nele, por que não testar então Lucas Perri, que tem quase a mesma idade, mas já está no clube há mais tempo que os outros dois goleiros e vem de títulos na base, além de ser um fator novo no gol Tricolor?

Como você resolveria esse quebra-cabeças?

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Foto: saopaulofc.net

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