André Jardine fez uma reunião com o elenco do São Paulo antes de seu primeiro treino (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)André Jardine fez uma reunião com o elenco do São Paulo antes de seu primeiro treino (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O recado da diretoria foi claro. André Jardine comanda o time do São Paulo enquanto o clube corre atrás de um novo nome para assumir o lugar deixado por Edgardo Bauza. No Tricolor desde fevereiro do ano passado, Jardine já mostrou a que veio na base. Sob seu comando, a equipe sub-20 conquistou a Copa Ouro, a Copa do Brasil, a Copa Rio Grande do Sul e a Copa Libertadores da categoria. Para Hudson, nada impede que, aos poucos, com bons resultados, o técnico de 36 não seja efetivado.

“Sim, claro que pode. Futebol é resultado. Acredito que, se o André conseguir obter êxito, pode ficar no cargo”, afirmou o volante, para em seguida falar sobre o primeiro dia de trabalho com o novo líder. “Ele teve uma breve conversa com a gente, mais uma espécie de apresentação. Demostrou ser um cara que, independente do tempo aqui, vai se doar ao máximo para acrescentar ao grupo. É um cara vitorioso na base, a gente conhece o trabalho dele, espero que acrescente muito ao grupo”.

Para Hudson, a transição não é algo que preocupe tanto o elenco são-paulino. O jogador acredita que, independente de qualquer coisa, os resultados precisam voltar a acontecer, seja com Jardine ou uma nova contratação da diretoria.

“Isso é muito relativo. Não dá para frisar que vai ser prejudicial para a gente. Claro que não é o cenário ideal, troca de treinadores, interino, mas, enfim, nós jogadores já conversamos, alinhamos no vestiário que precisamos mudar algumas coisas, alguns erros que não vínhamos cometendo, principalmente na Libertadores, e diminuir a pressão, que aumenta a cada jogo”, analisou, lembrando o fato do time não vencer há cinco jogos, quatro só no Brasileirão.

“O André é um cara que a gente já conhece, vira e mexe vem aqui treinar, tem uma certa liberdade com a gente, conhece os jogadores, e o São Paulo tem o Pintado, o Renê, têm pessoas que vão facilitar essa transição para ele. Tende a dar certo. É um cara vitorioso”, ressaltou, enchendo o interino de moral.

Questionado sobre a conversa dos atletas no vestiário, revelada pelo próprio Hudson na entrevista coletiva desta sexta-feira, o jogador explicou os diversos pontos de vistas do grupo na análise da má fase, mas evitou concordar com Edgardo Bauza sobre a ideia de que a saída de alguns jogadores é a principal justificativa pelo jejum de vitórias.

“Lógico que a saída de jogadores nunca é benéfica para a equipe, principalmente uma equipe que já tinha o corpo formado, mas a gente também não pode se apoiar muito nessa desculpa”, disse, minimizando até a dúvida em cima da nacionalidade do treinador que a diretoria deveria contratar nesse momento.

“Futebol é resultado. Pode vir um brasileiro, um estrangeiro. Se os jogadores assimilarem rápido e as coisas derem certo… Futebol não é uma fórmula exata. ‘Há, se vier brasileiro vai dar errado. Se vier um estrangeiro vai dar errado’. A gente torce para, quem vier, que a gente possa conseguir bons resultados”, encerrou.