Muricy não pretende deixar o SPFC e Vizolli deve comandar o time contra o Ceará
Foto: Erico Leonan / São Paulo FC

Muricy Ramalho comentou sobre a fase do São Paulo no programa e preparativos para o Brasileirão

O diretor técnico do São Paulo, Muricy Ramalho, conversou na tarde dessa quarta-feira (26) com o Seleção SporTV e respondeu algumas perguntas sobre o Tricolor como a chegada do técnico Hernán Crespo, as dívidas com o elenco, a perspectiva do elenco, entre outros.

Confira alguns destaques abaixo:

Quem é o idealizador do projeto e dos três zagueiros, Muricy ou Crespo?

“O Crespo usava o sistema de três zagueiros no Defensa. Já foi público que eu ajudei o Vizolli a montar o time contra o Flamengo e a colocar o sistema de três zagueiros – eu achava que era melhor jogar fechado, no erro do adversário porque estávamos sem alguns jogadores. O crespo viu esse jogo e viu na história do São Paulo que esse sistema quase foi tricampeão brasileiro. Ele buscou as informações e ele viu que o torcedor do São Paulo gosta. Ele trouxe o sistema da Argentina e contou com o apoio da diretoria e da torcida. E se engana quem pensa que 3 zagueiros é retranca. Na linha de 4 você defende com 2 zagueiros e 1 volante e com 3 zagueiros você libera os laterais e o volante – o Luan está marcando gols”.

“Quando você joga nesse modelo você dá liberdade ao time para eles atacarem. Eu dizia isso para os meus atletas e o Crespo fala isso hoje também”.

“No Brasileiro, nos tínhamos um bom time, mas o time ficava aberto devido o estilo de jogo. Agora todos tem segurança, o Dani Alves na lateral joga solto, o Reinaldo também, Benítez parece que já está em casa a anos”.

Análise sobre Miranda e Hernanes:

“O Miranda no nosso pensamento sempre foi um vencedor, por isso voltou. No sistema de 3 zagueiros ele faz muita cobertura e da muita segurança aos outros dois. E também é um líder que apesar de falar pouco faz muito dentro do campo – agora até está falando mais. Eu conversei com o Miranda, apresentei o projeto e falei que ele seria muito importante nesse projeto”.

“O Hernanes está voltando, mas a realidade é que ficou competitivo no setor de meio campo. São muito jogadores de qualidade como Luan, Liziero, Igor Gomes e Gabriel Sara. E todos eles têm muita intensidade. O Hernanes treina muito, mas ele sabe da competição que tem e ele vai ter que ter paciência porque o setor está muito concorrido”.

Sobre o processo e ter reaprendido a ganhar:

“Sobre o processo nos temos uma dificuldade que é a questão financeira. E quando eu cheguei eu pedi ao Rui Costa e para o Carlos Belmonte para sermos claros com os atletas. Falei para avisar sobre as pendencias do passado e que as promessas fossem cumpridas. E eu coloquei a minha cara para fazer esse meio campo entre jogador e diretoria”.

“Ontem eu falei com os jogadores e a comissão técnica que começamos a ganhar o Paulistão depois do jogo do Flamengo. A estratégia era dar 10 a 12 dias de férias aos jogadores, e naquele momento já tinha problemas de salários atrasados. E quando eu conversei com eles e falei sobre a chegada do Crespo que iria estrear logo na sequência contra o Botafogo/SP e disse: o ideal é realmente vocês descansarem, mas na estreia do novo treinador nos temos que ter o time titular”.

“E os jogadores aceitaram isso. Mais a frente o Crespo iria revezar o elenco para dar folga a alguns jogadores em determinado período e depois os demais. Nós fizemos uma reunião com jogadores, comissão técnica e dirigentes e avisamos o motivo pelo qual os rendimentos não estavam sendo pagos”.

“Nos montamos um plano para fazer os pagamentos. Dentro desse plano está vinculado que se houver alguma venda, 10% dela irá para o fundo para pagar as dívidas”.

“Eu avisei a direção que o mais importante é ser claro com os jogadores. Não pode ficar fazendo promessa para eles e depois não cumprir”.

Sobre o confronto contra o Fluminense:

“Eu deixei de ser treinador, mas ainda assisto os jogos (risos). O Fluminense vem muito bem, o Roger vem bem – inclusive na lista que montei de técnicos para entrevistar um deles era o Roger, mas ele já estava fechado”.

“Ontem, eu conversei com os atletas e falei muito legal ser campeão, mas sábado tem jogo de novo. Eu mostrei o meu exemplo no tri, que era festa no dia da taça, mas no dia seguinte era treino e cobrança de novo. A torcida quer o próximo título e nesse caso é o Brasileiro”.

“Para vencer o Brasileirão precisa ter um plantel e o nosso ainda não está fechado. Nosso time ainda é um pouco desequilibrado – existe muita peça em um local, mas na outra ainda não está na situação devida”.

“O Tricolor volta a jogar como comentou Muricy contra o Fluminense na abertura do Campeonato Brasileiro. A partida será no próximo sábado às 21h no estádio do Morumbi”.

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Pedro Vinicius, 24 anos e sou de São Paulo. Formado em jornalismo e especialista em jornalismo esportivo sou apaixonado por futebol desde sempre.