Foto: São Paulo FC

A má fase no Campeonato Brasileiro persiste no São Paulo. A goleada humilhante para o Internacional e a consequente perda da liderança ainda repercutem nos bastidores do Morumbi.

Ao que parece, o clima entre comissão técnica e jogadores não é bom, o que talvez explique a postura apática da última quarta-feira. Segundo informações do setorista Eduardo Affonso, da ESPN, divulgadas no episódio de hoje do podcast “Isso É São Paulo”, alguns atletas não se sentem à vontade em trabalhar com o técnico Fernando Diniz e o xingamento público ao volante Tchê Tchê, contra o Bragantino, foi apenas mais um exemplo do desgaste nessa relação.

Existe também um incomodo por parte do elenco com os dirigentes trazidos por Júlio Casares. Os jogadores não sentem confiança nos novos cartolas e pistas desse descontentamento podem ter sido dadas na coletiva que Daniel Alves concedeu na tarde de ontem (21).

Quando questionado sobre a saída de Alexandre Pássaro, ex-gerente de futebol do Tricolor, e a chegada de Muricy, Daniel mostrou um grande carinho pelo ex-gerente e entende que ele não deveria ter deixado o clube tão cedo. Confira o trecho:

“… a única falta que eu sinto, que eu queria que tivesse continuado também, é o Pássaro, uma pessoa que batalhou muito com a gente. Não gostaria que ele tivesse saído nesse momento, porque era uma pessoa que batalhava que viu a transição que tomou porrada pra caramba como a gente tomou. E no momento em que a gente tinha dado uma estabilizada acabou tendo que nos deixar.”

“Particularmente falando, eu gostaria que tivesse continuado até o final com a gente e depois as decisões fossem tomadas, mas enfim, tampouco estou aqui para julgar alguma decisão, as decisões que foram tomadas foram tomadas, a gente tem que respeitar.”

O entendimento é que essas mudanças no ambiente interno do Tricolor, somadas a destemperos dentro de campo e resultados ruins, minaram a confiança do time.

Aliás, na entrevista após o jogo contra o Inter, Diniz disse que alguns laços precisavam ser reestabelecidos quando respondeu ao repórter da rádio CBN, Guilherme Pradella, sobre fazer mudanças radicais na forma da equipe jogar:

“Quanto a mudança radical, não acredito em mudança radical. A gente não tem que errar o que a gente tem errado. Confio no time, esse é o time que liderou o campeonato até o dia de hoje, ficou bastante tempo na liderança e por um pouco não chegou na final da Copa Do Brasil. É saber reestabelecer nossos laços de confiança e seguir trabalhando firme e forte.”

O episódio ainda ressaltou que Diniz está sendo pressionado a mudar seu esquema de jogo para um modelo mais simples e mais eficaz e, em caso de não conquista do Brasileiro, o treinador deve se juntar a Raí e deixar o clube no final da atual temporada.

Será que rachas internos voltarão a assombrar o São Paulo justo agora na reta final do Brasileirão com o time ainda tendo possibilidades reais de título?