Omissão e São Paulo Futebol Clube não combinam

Em mais um vexame administrativo, o São Paulo não aderiu ao movimento de 16 clubes que não apenas apoiam a Medida Provisória 984 (que permite ao clube mandante negociar os direitos de transmissão de seus jogos) assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas organizam um novo panorama para tais negociações, até então, como é público, um monopólio da Rede Globo.

Se posicionar a favor do manifesto significa, pelo menos até o momento, reconhecer que o tema precisa ser rediscutido. Trata-se de uma oportunidade de mudar o rumo das coisas, de modernizar e, unindo os clubes, finalmente criar uma liga profissional e discutir o futebol de forma coletiva, unida, coesa e profissional.

Claro que há um longo e árduo caminho pela frente e que o passado do futebol brasileiro justifica qualquer dúvida sobre o tema. Porém, para os que conhecem minimamente a história do São Paulo, fica claro que o presidente Leco e seus amigos não são apenas derrotados no futebol, mas também levam tal estigma para a administração.

Em resumo, o São Paulo foi um dos fundadores e incentivadores do Clube dos 13 em 1987 (liga anterior até à Premier League), votou contra o nefasto presidente da CBF, Ricardo Teixeira, em muitas eleições, quase sozinho sempre e foi voto vencido na implosão do mesmo Clube dos 13, o que pode ter lhe custado o Morumbi fora da Copa de 2014.

Pois bem, o tempo passou, e em 2020, somos obrigados a ver o São Paulo (junto com Grêmio, Fluminense e Botafogo) se abstendo de simplesmente discutir um tema de vital importância aos clubes brasileiros. Minha única torcida é para que o ano acabe logo, transformando Leco e sua turma em apenas uma lembrança ruim na história gigantesca, maravilhosa e única do São Paulo Futebol Clube.

Entenda mais sobre o assunto clicando aqui.

Por: Anderson Dias
Foto: Reprodução

*A opinião do colunista não reflete a opinião do site

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