Foto: Rummens

Muitas coisas estão dando errado no São Paulo em 2021, ano em que o time ainda não venceu um jogo sequer.

Uma das coisas que pioraram no Tricolor foi a defesa. No 1º turno, a zaga são-paulina sofreu 15 gols em 19 partidas e chegou a ser, por algumas rodadas, a menos vazada da competição.

Entretanto, desde a paritida contra o Bragantino, na 28ª rodada, a equipe viu o seu sólido setor simplesmente desparecer e sofrer duas goleadas e, em 12 jogos do 2º turno, tomou 12 gols.

O que mudou?

Além da superexposição que as saídas de bola mal-feitas geram, outra coisa que pode explicar essa instabilidade é analisarmos as mudanças de zagueiros. Nos quatro jogos realizados nesse ano, o São Paulo teve quatro duplas diferentes de zagueiros.

Bragantino 4 x 2 São Paulo: Diego e Bruno Alves – partida catastrófica em que a defesa sofreu 3 gols em 20 minutos. A defesa foi pressionada e entregou passes decisivos.

São Paulo 0 x 1 Santos: Arboleda e Léo – partida em que o Santos anulou o meio-campo são-paulino fazendo com que Arboleda tentasse armar as jogadas, óbvio que não deu certo e o Peixe encontrou vários espaços na defesa, principalmente pelo lado direito.

Athletico-PR 1 x 1 São Paulo: Bruno Alves e Arboleda – jogo com os titulares, que tiveram muito trabalho contra um ataque que não é dos melhores do campeonato.

São Paulo 1 x 5 Internacional: Bruno Alves e Léo – nenhum dos dois foi capaz de parar o ataque Colorado, que enfiou 5 bolas na rede Tricolor. A atuação da zaga foi ruim, mas devemos pontuar que ninguém da equipe se salvou. A desatenção fez com que praticamente todas as investidas do Inter fossem perigosas.

A fase é péssima e ninguém, nem mesmo os dirigentes, que falaram em coletiva, conseguem esclarecer o que houve com o time. Os problemas são muitos e para resolvê-los será preciso uma mudança de postura, mas fato é que a defesa formada com Bruno Alves e Arboleda da mais segurança à equipe, a não ser que seja forçada a construir as jogadas.

Arboleda, que desfalcou o time contra o Inter, estará de volta diante do Coritiba, no sábado (23), então o time deve sofrer um pouco menos.

Quanto as outros setores, Diniz terá que se reinventar e encontrar um novo esquema até a última rodada. Sendo assim, o empenho dos atletas em ajudar o grupo precisará ser completamente outro para que o São Paulo persiga o Internacional e não perca a segunda posição.