“Nunca pensei em falar que ia desistir ou que não seria capaz de ultrapassar o obstáculo que vivi. Foi difícil, mas me deu força”. As palavras do meio-campista Wellington durante a coletiva de imprensa desta terça-feira (25), após a reapresentação do elenco no Centro de Treinamento da Barra Funda, mostram que o jogador está ainda mais motivado após o seu retorno ao futebol. No último final semana, diante da Ponte Preta (2 x 0), o volante pôde vestir a camisa tricolor novamente após aproximadamente um ano.

Emprestado ao Internacional em 2014, o volante voltou ao São Paulo em janeiro deste ano e estava cumprindo suspensão por doping quando sofreu a lesão ligamentar no joelho. Seu último jogo, antes do retorno contra os campineiros, foi 24 de outubro de 2015, na vitória dos gaúchos por 1 a 0 sobre o Joinville, no Estádio Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro. Pelo São Paulo, seu último confronto tinha sido disputado no dia 9 de abril de 2014, na vitória por 3 a 0 sobre o CSA-AL, no Morumbi, pela Copa do Brasil. Ao todo, agora, são 170 jogos e dois gols pelo time são-paulino.

“Com muita fé, dedicação e empenho próprio, porque treinei cinco ou seis meses sozinho, pois não podia vincular minha imagem a clubes por conta do doping, consegui dar a volta por cima. Sou são-paulino, sempre quis subir de Cotia. Fui campeão aqui. Voltei porque amo muito esse clube. As pessoas que estão aqui sabem do meu carinho pelo clube. Por isso minha volta. Estou bem fisicamente, 100%. Não importa jogar 90, 5 ou 10 minutos. Quero ajudar. Estou preparado e pronto. Se optar por mim, vou dar o melhor”, afirmou.

Durante o bate-papo com os jornalistas, Wellington também recordou momentos difíceis antes do futebol. “Venho de uma infância difícil também e tive muita dificuldade. O que aprendi no momento de maior dificuldade é que se você abaixa a cabeça no momento ruim é pior. Sempre tentei tirar as coisas boas mesmo nos momentos ruins. A lição que tiro disso é que vai ser difícil meu filho falar: “Ah, pai, não consigo”; Ele consegue, porque vou contar minha história a ele. Isso tudo me tornou mais forte. Me formou melhor como homem, atleta e sei que tem muitos meninos no grupo que não falam, mas olham como exemplo”, avaliou o jogador, que emendou.

“Fico feliz com este reconhecimento. Talvez isso seja o significado do Rodrigo Caio me passar a faixa de capitão contra a Ponte Preta. Liguei para ele quando teve lesão, eu estava no Internacional. Somos amigos de Cotia. Isso prova minha dedicação no dia a dia. Sem querer para provar nada a ninguém”, revelou o atleta, que exaltou o ambiente do elenco no dia a dia do Centro de Treinamento da Barra Funda. De acordo com o meio-campista, a harmonia do grupo fortalecerá o Tricolor neste momento decisivo do Campeonato Brasileiro.

Esse é o ambiente de agora que conheço do São Paulo, alegre e leve. Estou acostumado com isso, treinar com alegria. Fico feliz de voltar em um momento bom. O São Paulo passou por momentos. O São Paulo é um clube muito grande. Todo jogo entramos para vencer. Não vai ser diferente na segunda-feira, contra o América-MG. Vamos entrar determinados a vencer. O São Paulo passou por esse momento de ficar perto da zona de rebaixamento, mas faltavam 12 jogos. Muita gente estava torcendo para isso acontecer. Espero e tenho certeza que não vai ser esse ano. Vamos lutar para vencer”, finalizou.

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